A SpaceSail, empresa da China conhecida como a “Starlink chinesa”, deu mais um passo no plano de lançar internet via satélite no Brasil. A Anatel homologou na segunda-feira (19) o terminal STG-S001-A0, antena que fará a ligação dos usuários com a constelação de órbita baixa da companhia. Segundo o manual técnico, o aparelho suporta até 400 Mbps de download e 100 Mbps de upload.
A aprovação aproxima a operadora chinesa da disputa com a Starlink, de Elon Musk, e com a Amazon Leo. Ainda faltam, porém, as informações que mais importam ao consumidor. A SpaceSail não divulgou preços, planos nem data exata de lançamento, e a homologação apenas atesta que o produto cumpre as exigências técnicas brasileiras, sem liberar a contratação.
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O QUE A ANATEL APROVOU
O certificado de número 01944-26-18192 identifica o equipamento como transceptor móvel por satélite e tem a Spacesail Brazil como requerente. O documento afirma que o produto é destinado a cenários fixos e móveis, o que indica a possibilidade de planos residenciais e de uso em movimento. Isso, no entanto, ainda não confirma quais modalidades serão de fato vendidas por aqui.
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FICHA TÉCNICA DA ANTENA
Por fora, a antena lembra bastante a da concorrente americana, com formato retangular, LED de status e uma porta de diagnóstico protegida por tampa de borracha. A fabricação ficará a cargo da Shanghai Hanxun Information Technology, em Nanquim. A companhia também pode oferecer acessórios, como diferentes tipos de suporte e uma bateria externa. Confira os principais dados do manual:
- Velocidade: até 400 Mbps de download e 100 Mbps de upload
- Dimensões: 48 cm x 36 cm x 4 cm
- Peso: 4 kg
- Proteção: certificação IP65 contra poeira e água
- Conectividade: Wi-Fi 5, usado na configuração pelo app e no acesso à internet
- Cabo: 15 metros, com conector USB-C fora do padrão na antena e RJ45 na outra ponta
- Alimentação: 48 V a 4,5 A (216 W), acima do que um powerbank comum entrega

QUANDO A SPACESAIL CHEGA AO BRASIL
A SpaceSail, chamada de Qianfan na China, recebeu autorização da Anatel para operar no Brasil em fevereiro. A partir dali, começou a contar o prazo de até dois anos para o início das operações. Em março, o Ato nº 3.084 incluiu a rede nas regras de prioridade de coordenação entre sistemas de satélites não geoestacionários, que organizam a convivência entre constelações e evitam interferências.
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Durante o processo de autorização, a empresa afirmou que pretende começar a operar no país no quarto trimestre de 2026. Com a antena homologada, os obstáculos agora são operacionais e logísticos, como a importação dos terminais e a instalação de estações terrenas em território brasileiro. Até o momento, não há data oficial confirmada para a estreia comercial do serviço.
QUANTO VAI CUSTAR A “STARLINK CHINESA”
Não existe, por enquanto, tabela pública de mensalidades ou de preço do kit para o mercado brasileiro. Sem esses números, não é possível afirmar que a SpaceSail será mais barata que a rival americana nem calcular o custo total para o usuário. Como referência, os planos da Starlink no Brasil vão de R$ 49 a R$ 619 por mês, faixa que deve servir de parâmetro para a chegada da nova concorrente.
PARCERIA COM A TELEBRAS E CONCORRÊNCIA
O projeto da empresa no país vai além da venda de antenas. Em novembro de 2024, a Telebras e o Ministério das Comunicações assinaram um memorando de entendimento com a SpaceSail para avaliar demandas de conectividade e possíveis projetos conjuntos. A estatal vinculou a iniciativa às políticas de inclusão digital, área em que o satélite pode complementar as redes terrestres em regiões remotas.
A concorrência no segmento de órbita baixa também deve esquentar com a Amazon Leo, que teve um roteador homologado no Brasil em agosto e será comercializada pela Sky, embora o lançamento esteja atrasado. Para o consumidor, os próximos anúncios relevantes da SpaceSail serão os de cobertura, condições de contratação, entrega dos equipamentos e, principalmente, preços.












