Há alguns dias, noticiamos uma movimentação feita pela SpaceX nos EUA que, em última instância, pode abrir espaço para a criação de uma nova operadora.
Agora, uma análise do Bank of América destaca que a Apple também pode perder muito com a aquisição de espectro feita pela dona da Starlink.
Entre as justificativas apresentadas na análise, a instituição financeira aponta que com as operadoras norte-americanas perdendo espaço no mercado, os subsídios e outros incentivos oferecidos à fabricante do iPhone podem ser reduzidos – e muito.
A Apple na “linha de tiro” de Elon Musk?
Definitivamente a Apple não é uma “empresa-alvo” da Starlink no mercado de telecom. Na verdade, qualquer impacto eventualmente sofrido seria “por tabela”, por assim dizer.
E é exatamente assim que analisa Wamsi Mohan, analista do BofA que previu um possível abatimento nos lucros da Apple em caso de consolidação de uma futura Starlink Mobile.
Para Mohan, essa queda poderia chegar a cerca de US$ 6 bilhões, com perto de cinco milhões de pessoas deixando de comprar iPhones. E os motivos estão claros:
- Se teles como AT&T, T-Mobile e Verizon perderem espaço para a operadora de Elon Musk, a “ajuda” dada à Apple para vender iPhones junto com planos de telefonia, por exemplo, vai diminuir;
- Caso surja realmente, a Starlink Mobile será um híbrido entre telefonia móvel, internet via satélite e a IA do grupo de Elon Musk, o Grok, do X. Esse novo hub tecnológico pode fazer frente aos planso futuros da Maçã de Cupertino;
- Por fim, mas não menos importante, a Starlink pode até lançar um celular próprio, abocanhando uma fatia, mesmo que pequena, dos compradores de iPhone.
Mas é claro que, se tratando da Apple, uma das maiores fabricantes de smartphones do mundo, uma crise assim pode ser resolvida com a sua simples permanência no mercado.
Depois do barulho, virá a calmaria
Conforme o fechamento do subtópico anterior, imediatamente acima, é importante estabelecer a realidade: uma ascensão da Starlink aos mercados de telefonia móvel tradicional e até mesmo de smartphones não significará o fim para nenhuma empresa grande tradicional desses setores.
Fato é que um impacto inicial poderá ser incômodo, inclusive para teles aqui do Brasil. Mas tão logo o mercado se acomodar com qualquer novo panorama que surja, as coisas voltarão ao normal para as empresas. Algumas com maior participação, outras com menor, mas todas lá, firmes.
E claro, quem ganha é sempre o consumidor, com cada vez mais opções de compra e adesão a produtos novos.












