Imagem: Shutterstock/Reprodução

Se a Starlink virar operadora, a Apple pode sofrer; entenda

Nos EUA, a fabricante do iPhone recebe subsídios importantes de operadoras tradicionais.

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

Há alguns dias, noticiamos uma movimentação feita pela SpaceX nos EUA que, em última instância, pode abrir espaço para a criação de uma nova operadora.

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Agora, uma análise do Bank of América destaca que a Apple também pode perder muito com a aquisição de espectro feita pela dona da Starlink.

Entre as justificativas apresentadas na análise, a instituição financeira aponta que com as operadoras norte-americanas perdendo espaço no mercado, os subsídios e outros incentivos oferecidos à fabricante do iPhone podem ser reduzidos – e muito.

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A Apple na “linha de tiro” de Elon Musk?

Definitivamente a Apple não é uma “empresa-alvo” da Starlink no mercado de telecom. Na verdade, qualquer impacto eventualmente sofrido seria “por tabela”, por assim dizer.

E é exatamente assim que analisa Wamsi Mohan, analista do BofA que previu um possível abatimento nos lucros da Apple em caso de consolidação de uma futura Starlink Mobile.

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Para Mohan, essa queda poderia chegar a cerca de US$ 6 bilhões, com perto de cinco milhões de pessoas deixando de comprar iPhones. E os motivos estão claros:

  1. Se teles como AT&T, T-Mobile e Verizon perderem espaço para a operadora de Elon Musk, a “ajuda” dada à Apple para vender iPhones junto com planos de telefonia, por exemplo, vai diminuir;
  2. Caso surja realmente, a Starlink Mobile será um híbrido entre telefonia móvel, internet via satélite e a IA do grupo de Elon Musk, o Grok, do X. Esse novo hub tecnológico pode fazer frente aos planso futuros da Maçã de Cupertino;
  3. Por fim, mas não menos importante, a Starlink pode até lançar um celular próprio, abocanhando uma fatia, mesmo que pequena, dos compradores de iPhone.

Mas é claro que, se tratando da Apple, uma das maiores fabricantes de smartphones do mundo, uma crise assim pode ser resolvida com a sua simples permanência no mercado.

Depois do barulho, virá a calmaria

Conforme o fechamento do subtópico anterior, imediatamente acima, é importante estabelecer a realidade: uma ascensão da Starlink aos mercados de telefonia móvel tradicional e até mesmo de smartphones não significará o fim para nenhuma empresa grande tradicional desses setores.

Fato é que um impacto inicial poderá ser incômodo, inclusive para teles aqui do Brasil. Mas tão logo o mercado se acomodar com qualquer novo panorama que surja, as coisas voltarão ao normal para as empresas. Algumas com maior participação, outras com menor, mas todas lá, firmes.

E claro, quem ganha é sempre o consumidor, com cada vez mais opções de compra e adesão a produtos novos.

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