A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), concluiu o processo de criação do MSG Gov, aplicativo de mensagens instantâneas privado do governo federal.
De acordo com informações oficiais obtidas pelos principais portais de tecnologia do país, o aplicativo já começou a ser distribuído para integrantes do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin).
Essas mesmas informações dão conta de que o MSG Gov servirá como canal seguro para comunicações sensíveis entre funcionários da ABIN, do Sisbin e outros órgãos que lidam com informações sigilosas.
Processo de concepção e funcionamento do MSG Gov
Em linhas gerais, o MSG Gov foi criado por entidades do próprio governo, em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Inclusive, é dito que um tal “algoritmo de Estado” foi incluído na ferramenta.
Na prática, o mensageiro é mais simples que o WhatsApp, mas tem funcionalidades bem semelhantes, como o envio de arquivos e a realização de chamadas de áudio e vídeo, além da troca de mensagens, é claro.
Para ratificar a novidade, o diretor-geral da ABIN, Luiz Fernando Corrêa, assinou a Portaria GAB/DG/ABIN/CC/PR nº 4.628/2026, que determina o uso do MSG Gov em todos os procedimentos de comunicação via app internos realizados pelos funcionários do Sisbin.
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O sistema de proteção utilizado na ferramenta
O mensageiro é protegido por um sistema criptográfico próprio produzido pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento para Segurança das Comunicações (CEPESC). Ou seja, não é nada igual a aquilo que é vendido por apps “normais” nas lojas de app convencionais.
A ideia é tornar as comunicações oficiais dos órgãos de inteligência do Estado brasileiro totalmente inacessíveis para terceiros, sejam eles bem intencionados ou não.
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A portaria de criação do MSG Gov veta completamente a distribuição do aplicativo, como já era de se imaginar, por se tratar de um sistema criado para ser ultra seguro.
O máximo que deve acontecer é a instalação do app em celulares particulares de funcionários de órgãos cobertos pelo novo serviço. Contudo, a instalação em aparelhos próprios dependerá de uma série de restrições e análises quanto à segurança e compatibilidade com o sistema operacional instalado no aparelho.
Ademais, o uso fica restrito para fins profissionais e será monitorado pela Sisbin. Em outras palavras, o funcionário não pode tratar de nenhum assunto pessoal enquanto estiver no “zap zap do governo”.
Qualquer pessoa que tiver acesso ao MSG Gov deverá assinar termo de compromisso para manutenção de sigilo e responsabilização por quaisquer atos praticados na posse do app.












