Até mesmo pessoas leigas e aquelas que não se importam tanto em usar a internet sentem um certo receio quando o assunto vazamento de dados é mencionado em qualquer conversa.
E não é para menos, afinal, apenas imaginar CPF, contas bancárias e outras informações pessoais em mãos erradas provoca arrepios.
E o pior é que essa prática criminosa tem escalado junto com a inteligência artificial. Os hackers têm usado agentes de IA para encontrar fraquezas em sistemas de defesa e burlar barreiras com maior facilidade.
De olho nesse cenário, a NordVPN, empresa especializada em cibersegurança, fez uma pesquisa na qual ratificou: criminosos vendem dados pessoais roubados a preços médios que podem ir de algumas dezenas a milhares de reais na chamada dark web.
A seguir, detalhamos as informações apuradas dessa pesquisa, com os dados mais visados, valores cobrados por eles e maneiras de se proteger.
De perfis em streamings ao “pacote completo” de informações
O estudo da NordVPN deixa claro que a dark web opera com uma tabela bem definida. O preço cobrado por cada dado varia conforme o prejuízo que o hacker consegue causar com ele na prática.
Na ponta mais barata estão as contas de entretenimento. Um login da Netflix, por exemplo, sai por menos de US$ 5 (cerca de R$ 26).
As redes sociais valem mais: um perfil no Telegram fica na casa dos US$ 12 (R$ 62), enquanto um acesso ao TikTok bate os US$ 60 (R$ 312).
Quando entramos no campo dos dados financeiros ou de identificação direta, os valores sobem rápido:
- Cartões de pagamento: preço médio de US$ 13 (R$ 67).
- Pacote “Fullz” (Combo de dados): por US$ 40 (R$ 208), o comprador leva nome, CPF, data de nascimento e endereço.
- Contas em contas digitais/fintechs: são os itens mais caros. Acessos à Wise chegam a US$ 899 (R$ 4.672), e na Revolut passam dos US$ 1.700 (mais de R$ 8.800).
O curioso é que enquanto a maioria das pessoas morre de medo de ter o aplicativo do banco invadido, os criminosos costumam ir atrás de acessos simples, como e-mail e redes sociais.
É exatamente por essas contas do dia a dia que eles conseguem puxar o fio e aplicar golpes muito maiores.
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Se os criminosos estão organizados, a nossa defesa também precisa ser.
Como a própria pesquisa mostrou que mais de 80% dos brasileiros saem espalhando nome completo e data de nascimento por aí, o primeiro ponto é fechar essa torneira.
Para não facilitar a vida de ninguém, vale colocar quatro hábitos em prática hoje mesmo:
- Ligue a verificação em duas etapas: mas use aplicativos como Google Authenticator. Evite o SMS, que é fácil de clonar.
- Não repita senhas: use um gerenciador de senhas para criar códigos fortes e diferentes para cada site.
- Cheque se seus dados vazaram: ferramentas como o Have I Been Pwned mostram se a sua senha já está rodando por aí.
- Exponha o mínimo possível: evite preencher cadastros desnecessários ou deixar dados como endereço e telefone visíveis para qualquer um nas redes.
E vale sempre deixar claro que, apesar de nenhuma medida isolada garantir 100% de proteção, dificultar o acesso já faz a maioria dos criminosos procurar um alvo mais fácil.












