Anatel pode cassar mais de 13 mil provedoras de internet irregulares

Segundo a agência, essas empresas não enviaram documentos que comprovam regularidade, o que pode provocar a cassação de licenças.

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) pode, em breve, abrir processos administrativos contra cerca de 13 mil provedoras de internet banda larga do país.

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Essa consequência decorre da falta de envio de documentos que comprovem regularidade fiscal, trabalhista e técnica dessas empresas. Esses envios são exigidos no âmbito do Plano de Combate à Concorrência Desleal.

Apenas com a posse desses documentos a Anatel pode checar o panorama das empresas que oferecem internet fixa no país. Inclusive, nos últimos meses a agência reguladora vem promovendo períodos com prazos para entrega dessas documentações.

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Os dados apresentados pela Anatel

As informações sobre empresas possivelmente penalizadas pela Anatel foram divulgadas pela própria agência durante o Simpósio Telcomp 2026, por meio do superintendente de outorgas Vinícius Caram.

Conforme reportou o portal Teletime, o país tem 20 mil empresas de banda larga registradas, segundo Vinícius Caram. Dessas, 10 mil não fizeram sequer o registro de estação, procedimento diretamente ligado à Anatel. Elas estão entre as 13 mil que podem ser sancionadas por falta de documentação.

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Durante a sua fala no Simpósio Telcomp desse ano, Vinícius Caram ressaltou a importância de manter a documentação empresarial em dias junto à Anatel.

“Nos últimos anos houve uma degradação na qualidade de trabalho do setor. Temos que ajudar a garantir a integridade física dos trabalhadores, qualidade e qualificação”, disse Caram.

Ainda segundo o superintendente de outorga, pouco mais de 5 mil provedoras de internet adquiriram o certificado de regularização completo nos últimos meses. Isso representa apenas 25% do total de CNPJs desse mercado.

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Um setor que demanda regulamentação constante

Observações como as feitas pela Anatel no tocante à regularização de documentos fazem parte de algo que é intrínseco ao setor de telecom: a necessidade de manter uma vigilância regulatória contínua.

Por lidar com serviços essenciais que tendem a mudar de natureza rapidamente, as telecomunicações carecem desse cuidado especial. Afinal, um marco regulatório fixado em 2026 pode, já em 2028, deixar de fazer sentido.

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A urgência por modernização, a chegada de novos protocolos e tecnologias, como a inteligência artificial e a internet via satélite, por exemplo, são algumas inserções que mudaram, até certo grau, a forma como se fazia telecom até pouco tempo atrás.

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