A Disney+ estuda lançar um plano totalmente grátis para conquistar espectadores que hoje preferem serviços sem custo, como o YouTube. A hipótese foi levantada internamente pela empresa em meio ao crescimento acelerado do consumo de streamings gratuitos nos Estados Unidos, cenário que tem preocupado executivos do setor de entretenimento em todo o mundo.
O assunto foi discutido pelo chefe de produto e tecnologia da Disney, Adam Smith, durante uma reunião virtual sobre o futuro do streaming, segundo fontes ouvidas pelo Business Insider. Ainda não há cronograma definido nem detalhes sobre quais conteúdos fariam parte do catálogo aberto, mas a ideia integra um esforço maior da empresa para acompanhar as mudanças no comportamento do público.
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CRESCIMENTO DO STREAMING GRÁTIS
Dados da consultoria Nielsen mostram o avanço dos serviços sem custo nos Estados Unidos. Em abril de 2026, YouTube, Tubi e The Roku Channel somaram juntos 18,7% de todo o tempo assistido em televisões americanas, um salto em relação aos 16,8% contabilizados no mesmo mês de 2025. O movimento reforça a migração do público para alternativas financiadas por publicidade.

PREÇOS MAIS ALTOS AFASTAM ASSINANTES
O interesse por opções gratuitas cresce junto com o valor das mensalidades de streaming. No Brasil, os planos do Disney+ ficaram até 7,2% mais caros recentemente, e a assinatura Premium, com imagens em 4K e acesso aos canais ESPN, teve reajuste de 4,5%. Com mensalidades mais pesadas no bolso, parte da audiência tem buscado refúgio em catálogos sem cobrança.
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VALORES ATUAIS DO DISNEY+
Atualmente, o Disney+ é dividido em três modalidades pagas no Brasil, sem nenhuma opção totalmente gratuita disponível para os assinantes. A plataforma já é considerada o streaming mais caro do país, o que reforça a pressão para que a empresa repense sua estratégia de preços e busque formas de atrair novos usuários. Confira os valores praticados hoje pela plataforma:
- Disney+ com Anúncios: R$ 29,90 por mês
- Disney+ Padrão: R$ 49,90 por mês ou R$ 407,90 por ano
- Disney+ Premium: R$ 69,90 por mês ou R$ 587,90 por ano
MUDANÇAS TAMBÉM NO APLICATIVO
Paralelamente à discussão sobre o plano gratuito, o Disney+ também reformula o próprio aplicativo para prender a atenção dos usuários. A empresa avalia investir em vídeos curtos na vertical, podcasts em vídeo e os chamados microdramas, séries com episódios curtos pensados especialmente para o consumo rápido pelo celular, seguindo tendências já consolidadas nas redes sociais.
A Netflix, principal concorrente da Disney no setor, também estuda mudanças em sua vitrine, incluindo a criação de canais de TV ao vivo e a inclusão de conteúdos de outras plataformas dentro do próprio aplicativo. O movimento mostra como as gigantes do streaming repensam suas estratégias diante da concorrência crescente dos serviços gratuitos e do novo comportamento de consumo do público.












