Imagem: Shutterstock/Reprodução

Elon Musk pode ter ‘carta na manga’ para transformar a Starlink em operadora

A empresa tem enfrentado resistência no mercado norte-americano, onde as líderes de mercado não querem ceder espectro.

Goodanderson Gomes
4 min de leitura

A Starlink, de Elon Musk, está disposta a entrar no mercado de telefonia móvel com o lançamento de uma divisão própria. Porém, o caminho se mostrou complicado.

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Nos Estados Unidos, as informações dão conta de que as operadoras que lideram o mercado de telecom têm “torcido o nariz” para a possibilidade de ceder espaço na frequência para a entrada da subsidiária da SpaceX.

Contudo, Musk e sua equipe podem ter encontrado a solução: a aquisição da T-Mobile, uma dessas grandes teles que atuam na terra do Tio Sam.

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Conforme destacou um relatório da empresa de consultoria e serviços financeiros TD Cowen, a Starlink poderia adquirir da T-Mobile para driblar as dificuldades de entrar no mercado de telefonia móvel dos Estados Unidos.

A publicação, que se trata apenas de uma análise de mercado, sem nenhuma implicação com a realidade, surgiu exatamente por conta dessa dificuldade que a Starlink anda tendo em território americano.

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Também segundo a TD Cowen, a má vontade das teles dos EUA pode prejudicar, inclusive, o fornecimento de internet via satélite D2D (direct-to-device), que começou a ser aventado no mercado local.

A T-Mobile, diga-se de passagem, é a única operadora que concedeu espaço para a Starlink, fechando parceria. Isso, além das dificuldades com o restante da cadeia, justificaria o investimento numa aquisição.

No entanto, um negócio assim poderia, de acordo com a TD Cowen, ter uma complexidade extra devido aos altos valores envolvidos. Estima-se que a T-Mobile possa ter um valor de mercado na casa dos US$ 320 bilhões (algo em torno de R$ 1,7 trilhões), quando somadas as dívidas da companhia.

Em outras palavras, se Elon Musk quiser ter uma operadora nos Estados Unidos, vai precisar empreender ainda mais esforços em torno da sua divisão de satélites.

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Um movimento parecido pode ocorrer no Brasil?

Tudo o que diz respeito à Starlink gera interesse imediato no mercado brasileiro. Afinal, por aqui a companhia já passou de um milhão de assinantes.

Entretanto, é bem improvável, pelo menos na conjuntura atual, que algo como o que está sendo aventado nos Estados Unidos seja posto em prática por aqui.

É bem verdade que a empresa de satélites de Elon Musk também tem parcerias em andamento com as grandes operadoras do Brasil para fornecimento de internet satelitial direto no celular. Porém, adquirir uma operadora, tornando-se dona da concessão espectral, é algo extremamente improvável.

Vale destacar que TIM, Claro e Vivo são representações de grandes empresas de telecomunicação internacionais. Além disso, nenhuma delas apresenta fragilidades econômicas e/ou comerciais que justificassem uma venda.

Por outro lado, a moribunda Oi poderia ser uma “presa fácil” para Elon Musk e sua turma, caso houvesse interesse real em criar uma operadora para competir no Brasil. Mas, de novo, mesmo esse cenário é bastante improvável.

Dito isso, por ora as expectativas sobre a Starlink devem estar centradas no que ela faz de melhor: fornecer internet via satélite, que inclusive pode, em breve, ser acessível diretamente nos celulares, sem necessidade de antena.

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