A Qualcomm anunciou que em 2029 lançará os primeiros chips com tecnologia 6G. De acordo com a empresa, esses dispositivos serão totalmente integrados e compatíveis com IA.
Na visão da companhia, responsável pela linha de chipsets mobile Snapdragon, a sexta geração de conectividade móvel será uma espécie de fio condutor entre data centers, telefonia móvel e a própria inteligência artificial, criando uma rede de conectividade.
Essa convenção potencializará a IoT (Internet das Coisas), uma vez que terá foco em cloud computing (computação em nuvem) e outras tecnologias de conexão móvel.
Apesar da expectativa lançada para 2029, a Qualcomm afirmou, por meio de seu vice-presidente sênior de Engenharia, John Smee, que protótipos de chips 6G já devem estar entre nós em 2028.
O que é o 6G, afinal?
Em termos simples, o 6G é a próxima geração de redes móveis que vai substituir o 5G que usamos hoje. Mas não pense nele apenas como uma internet mais rápida para baixar vídeos.
O grande salto técnico aqui está na capacidade de processamento. A tecnologia está sendo desenhada para aguentar um volume de dados monumental sem sofrer com engasgos ou atrasos.
A ideia central é unificar o mundo físico e o digital. É uma infraestrutura totalmente nova, pensada desde o início para dar conta de tecnologias que o 5G ainda não consegue sustentar com total perfeição.
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A principal virada de chave do 6G será a inteligência artificial rodando direto na raiz da rede. Na visão da Qualcomm, e de outras empresas do setor de processadores, a IA vai deixar de ser um aplicativo que você abre no celular.
A meta é transformá-la em uma interface permanente entre nós e o mundo digital. Para fazer essa engrenagem girar, entra em cena o conceito de IA distribuída.
Basicamente, o processamento será compartilhado em tempo real entre data centers, antenas e os próprios aparelhos. Isso resolve o problema da latência de forma definitiva.
Com essa estrutura robusta, dispositivos como óculos de Realidade Estendida (XR) e veículos autônomos ganharão “superpoderes”. Eles passarão a tomar decisões locais usando dados contextuais de forma imediata.
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O caminho até a conectividade total
Embora a promessa de chips comerciais para 2029 chame a atenção, a caminhada depende de um cronograma técnico rigoroso liderado pelo 3GPP.
O primeiro grande marco acontece já em março de 2027. É quando ocorre a aprovação inicial do Release 21, que vai ditar as regras globais e as bases da tecnologia.
É a partir dessa padronização que as fabricantes ganham sinal verde para os testes pré-comerciais em 2028. Contudo, nem todo mundo no mercado joga no mesmo ritmo da Qualcomm.
A sueca Ericsson, por exemplo, trabalha com prazos mais conservadores. A empresa projeta a chegada comercial do 6G apenas para 2030, estimando 180 milhões de assinaturas no final de 2031.
De qualquer forma, o consenso é claro: o futuro da internet móvel será, obrigatoriamente, inteligente. E não tinha mesmo como fugir disso.












