A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu mais de R$ 2,1 milhões em celulares iPhone e outros eletrônicos de luxo importados ilegalmente na tarde de quinta-feira (2). A ação ocorreu na BR-101, em Araquari, no Norte de Santa Catarina, durante a abordagem a um automóvel suspeito. A carga estava escondida em mochilas dentro do compartimento de passageiros do veículo.
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O QUE FOI APREENDIDO
Os agentes contabilizaram centenas de dispositivos de alto valor de origem estrangeira, todos transportados sem o recolhimento dos impostos de importação devidos. Confira o inventário completo da apreensão:
| Produto | Quantidade |
|---|---|
| Celulares iPhone | 475 |
| Smartwatches | 11 |
| Tablets | 5 |
| Relógios de pulso | 38 |
| Valor total estimado | R$ 2,1 milhões |
O MOTORISTA E A ROTA DO CONTRABANDO
O condutor do veículo, um homem de 40 anos, afirmou aos policiais que havia sido contratado para buscar o carro já carregado em Curitiba (PR) e entregá-lo em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, a aproximadamente 84 km de Araquari. Ele alegou desconhecer os detalhes da operação e que agiria apenas como condutor remunerado.

Após o flagrante, o motorista foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Joinville, onde deverá responder pelo crime de descaminho. A legislação brasileira prevê pena de reclusão de até quatro anos para quem introduz mercadoria lícita no país sem o recolhimento dos tributos cabíveis.
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IMPACTO NO MERCADO DE SMARTPHONES
A apreensão chama atenção pelo volume de aparelhos de alto valor. Somente os 475 iPhones já representam uma fatia expressiva dos R$ 2,1 milhões estimados. O contrabando e o descaminho de smartphones geram uma série de consequências negativas para o setor:
- Encarecimento artificial dos preços para o consumidor final
- Prejuízo a distribuidores e varejistas que operam dentro da legalidade
- Perda de arrecadação tributária para o governo federal
- Concorrência desleal com produtos com nota fiscal e garantia oficial
A PRF de Araquari não divulgou os modelos específicos dos iPhones apreendidos nem o destino final previsto para a mercadoria. A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Federal em Joinville.












