Em mais uma decisão judicial desfavorável, o Google e a Meta foram condenados na última quarta-feira (25) por, alegadamente, agir de forma deliberada para “viciar” jovens e adolescentes no conteúdo de YouTube e Facebook.
A ação, que teve desfecho em um tribunal de Los Angeles, Califórnia, foi movida por uma mulher de 20 anos que diz ter tido a sua saúde mental afetada pelo conteúdo digital das empresas. Segundo ela, o uso intenso das redes sociais agravou seu quadro de depressão e gerou até pensamentos suicidas.
Há algumas semanas, Mark Zuckerberg, co-fundador e CEO da Meta, empresa dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, depôs no tribunal de Los Angeles. Na ocasião, o magnata foi questionado sobre o teor do processo, negando todas as acusações.
Ambas empresas, bem como outras big techs, já enfrentaram processos semelhantes no passado. Em 2024, a cidade de Nova York processou Instagram, Facebook, TikTok, YouTube e outras plataformas por “fomentar crises de saúde mental” em jovens.
Multas milionárias e repercussão mundial
Como resultado da condenação, Meta e Alphabet (a dona do Google) serão obrigadas a pagar multas milionárias no valor de US$ 4,2 milhões (R$ 22 milhões) e US$ 1,8 milhão (R$ 9,4 milhões), respectivamente.
De acordo com o texto da sentença, as multas têm como objetivo prover reparações coletivas, custos processuais e uma indenização à jovem que moveu o processo.
Além de Google e Meta, Snapchat e TikTok também foram procecessados na mesma ação. Porém, as empresas preferiram fazer um acordo com a requerente, encerrando o pleito antes da decisão final.
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As empresas vão recorrer
Porta-vozes de Meta e Google, bem como seus advogados, afirmaram que vão recorrer da decisão, considerada “injusta” e “inadequada” pelas empresas. “Discordamos respeitosamente do veredicto e estamos avaliando nossas opções legais”, disse um porta-voz da Meta.
Especialistas prevêem que decisões como essa abrem precedentes para outras ações com o mesmo teor. Afinal, podem haver milhões de casos de pessoas afetadas psicologicamente por Instagram, Facebook, YouTube e outras redes sociais ao redor do mundo.
Uma vez que a justiça dá o aval de que sim, é possível responsabilizar empresas como Meta e Alphabet por essas questões, é natural que novos pedidos de reparação surjam.












