Entre janeiro e junho de 2026, houveram cerca de 141,4 mil ataques DDoS a empresas de telecom que trabalham com redes sem fio.
As informações, que excluem empresas de internet via satélite, como a Starlink, foram obtidas por um levantamento feito pela empresa Netscout, que é especializada em cibersegurança.
Para se ter uma ideia, essa quantidade de ataques contabilizados para empresas que trabalham com Wi-Fi, por exemplo, representa quase 30% do total geral, de empresas do segmento como um todo.
A seguir, entenda melhor o panorama geral desse problema e possíveis saídas.
O DDoS e os números do medo
Para entender a gravidade desse cenário, vale dar um passo atrás e explicar o que é o tal do ataque DDoS.
Resumidamente, os criminosos usam milhares de dispositivos para sobrecarregar sites e sistemas com tráfego fake até que tudo caia, sem necessariamente invadir a rede para roubar dados.
E esse tipo de investida só tem aumentado. No Brasil, foram 487.415 ataques DDoS no primeiro semestre de 2026 (uma alta de 3,56% em relação ao período anterior), com duração média de quase uma hora por episódio.
Além das empresas de telecom sem fio (141,4 mil casos), a lista de principais alvos no país inclui:
- Hospedagem web e computação: 50.499 ataques
- Telecomunicações com fio: 27.967 ataques
- Outras empresas de telecom: 5.656 ataques
No cenário global, foram mais de 9,1 milhões de ocorrências. O destaque vai para os “megataques” (acima de 1 Tbps), que dispararam 1.286%, ultrapassando 1.000 episódios.
Para piorar, os hackers usam cada vez mais proxies residenciais, infectando celulares e roteadores comuns para usá-los como ponte nos ataques, sem que o dono perceba.
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Saídas para proteção
Diante de números tão alarmantes, muita gente se pergunta quais são os meios mais eficazes para reduzir o número de ataques DDoS e se proteger dessa e de outras espécies de investidas feitas por hackers.
A resposta passa por diversas frentes, mas certamente está concentrada no investimento em sistemas de segurança digital mais modernos, que sejam atualizados na mesma proporção em que os cibercriminosos se preparam.
Especialistas são unânimes em dizer que a inteligência artificial tem sido usada como principal vetor de propagação desses males digitais. Em contrapartida, as soluções também podem ser baseadas em IA.












