Reprodução/Gemini

TV 3.0 no Rock in Rio traz som imersivo e mais recursos interativos

Cristino Melo
6 min de leitura

O Rock in Rio chega às telas pelos canais do Grupo Globo, entre eles Multishow e Canal Bis, e também pelo Globoplay, em uma edição que serve de vitrine para a TV 3.0 no Brasil. Neste mês de agosto de 2026, quem assistir de casa tem a chance de experimentar o que a nova geração da televisão aberta promete em qualidade de imagem, som e recursos interativos.

- Publicidade -

Leia mais:

O acesso a esses recursos, porém, ainda depende de um conversor externo. Como os televisores fabricados já com o novo padrão não chegaram ao varejo brasileiro, o equipamento é por enquanto o único caminho para quem quer adaptar o aparelho que já tem em casa e acompanhar o festival dentro da nova tecnologia, sem precisar trocar a televisão já instalada na sala.

- Publicidade -

SOM IMERSIVO MUDA A EXPERIÊNCIA

O trunfo mais perceptível da TV 3.0 está no som. O padrão trabalha com áudio 3D, que espalha o som pelo ambiente e cria uma sensação de presença difícil de reproduzir na televisão convencional. Em transmissões de shows, com plateia, ruído e reverberação do palco, a diferença em relação ao estéreo tradicional tende a saltar aos ouvidos logo nos primeiros minutos.

“É uma mudança significativa para quem está do outro lado da tela, principalmente em conteúdos como shows, partidas de futebol e grandes eventos, em que o áudio ajuda a aproximar o público”, avalia Gilberto Gandelman, CEO da Pro Eletronic. A empresa atua há mais de três décadas no desenvolvimento e na fabricação de soluções para recepção e distribuição de sinais de TV aberta e paga.

- Publicidade -

ÁUDIO AMPLIA A ACESSIBILIDADE

O novo padrão ainda permite ajustar elementos separados da faixa sonora conforme o conteúdo exibido. Esse controle abre espaço para ganhos de acessibilidade que costumam ficar ofuscados pela conversa sobre resolução de imagem, mas que fazem diferença direta para uma parcela relevante da audiência. Entre as possibilidades previstas pela tecnologia estão:

  • Audiodescrição aprimorada
  • Legendas customizáveis pelo telespectador
  • Faixas bilíngues
  • Equilíbrio ajustável entre voz, música e ambiente

KIT MIMO PREPARA A TV QUE JÁ ESTÁ EM CASA

Entre os equipamentos já preparados para o novo padrão está o Kit TV 3.0 Mimo, da Pro Eletronic, formado pelo receptor Mimo e por uma antena compatível com a recepção do sinal digital terrestre. A proposta do conjunto é habilitar um televisor comum a exibir a programação dentro da nova geração da TV aberta, sem exigir a troca do aparelho que já está instalado na sala.

Divulgação/Pro Eletronic

Segundo a fabricante, o receptor reproduz conteúdo em até 4K Ultra HD com compatibilidade HDR10 e suporta o áudio MPEG-H, justamente o formato por trás do som tridimensional citado pelo executivo da empresa. O equipamento roda sistema Android embarcado com processador quad-core, e a ficha técnica divulgada pela companhia reúne ainda os seguintes recursos:

  • Wi-Fi dual band de 2,4 GHz e 5 GHz
  • Bluetooth 5.0 e porta Ethernet
  • Saída HDMI 2.1
  • Porta USB 3.0
  • Leitor de cartão Mini SD

A conectividade é o ponto que separa o equipamento dos conversores da geração anterior, já que a camada interativa do novo padrão depende dessa integração com a rede doméstica. O kit se soma a um portfólio que inclui itens de segurança, áudio e vídeo, telefonia, sensores de presença, cabos e a linha de fibra óptica TERAPRO, voltada a provedores de internet.

Quer acompanhar tudo em primeira mão sobre o mundo das telecomunicações? Siga o Minha Operadora no Canal no WhatsAppInstagramFacebookX e YouTube e não perca nenhuma atualização, alerta, promoção ou polêmica do setor!

- Publicidade -

IMAGEM EM 4K HDR E MAIS ÂNGULOS

Fora do áudio, a TV 3.0 avança na imagem e na forma de consumir a programação. O padrão suporta transmissões em 4K HDR e abre espaço para funcionalidades interativas e câmeras adicionais, com as quais o telespectador pode escolher ângulos diferentes daquele definido pela direção da transmissão. A Globo já oferece recursos desse tipo em conteúdos compatíveis.

Vale lembrar que nada disso exige conexão de banda larga: o sinal continua chegando pelo ar, captado por antena, sem depender da internet para funcionar. A camada digital do padrão apenas complementa a transmissão aberta, o que mantém o modelo gratuito da televisão brasileira mesmo com a chegada dos recursos interativos e dos conteúdos complementares.

SINAL AINDA ALCANÇA POUCAS CIDADES

A expansão do novo padrão segue em ritmo gradual. Por ora, apenas São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília recebem o sinal, embora a lista de 22 cidades contempladas na primeira fase indique o alcance previsto para os próximos meses. Para o público que mora fora desses centros, o Rock in Rio funciona menos como experiência disponível e mais como demonstração do que vem por aí.

Compartilhar este artigo
Se inscrever
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais antigo
Mais recente Mais Votados