Imagem: Wikipedia

Polícia impede que antena da Starlink entre em complexo penitenciário no Rio

O equipamento estava escondido dentro de um rádio e foi encontrado junto com entorpecentes e celulares.

Goodanderson Gomes
2 min de leitura

Criminosos tentaram colocar uma antena da Starlink dentro do Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Porém, o plano deu errado.

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A tentativa se deu por meio do envio de uma encomenda por Sedex. Ao chegar na portaria do complexo, o pacote foi inspecionado por policiais penais e, inevitavelmente, a antena foi detectada.

De acordo com informações repassadas pela equipe que realizou o procedimento, o equipamento estava dentro de um rádio. No mesmo ato de apreensão foram encontrados ainda 31 celulares e cerca de 160 g de drogas.

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Quem era o destinatário?

A comunicação do Complexo de Gericinó não divulgou o nome da pessoa que iria receber a antena Starlink. Foi dito apenas que o pacote era direcionado ao presídio Jonas Lopes de Carvalho, um dos que compõem o complexo.

Ao ser detectada a tentativa de fraude, o detento foi encaminhado para outro presídio, o de Bangu 1, onde cumprirá isolamento.

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Também não foi revelado, pelo menos nesse primeiro momento, quem enviou o pacote e quais eram exatamente os objetivos dos criminosos envolvidos no episódio.

O pacote apreendido – Imagem: Band.com/Reprodução

Vale ressaltar que a entrada e permanência de equipamentos com acesso à internet e a redes móveis em presídios é expressamente proibida, embora muitas vezes aparelhos do tipo apareçam “misteriosamente” no interior de unidades prisionais.

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A Starlink é a divisão de internet via satélite da SpaceX, empresa aeroespacial de Elon Musk que montou uma “constelação” de satélites na órbita baixa da Terra.

Essa tecnologia, tida como disruptiva por sua natureza “livre”, se popularizou justamente por funcionar em qualquer lugar, o que inclui ambientes remotos, rodovias e até mesmo o interior de presídios.

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Por isso, cabe o alerta às autoridades de que episódios como o ocorrido no Rio de Janeiro devem se tornar comuns nos próximos anos.

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