Quem tem entre 25 e 35 anos, pelo menos, lembra bem a “luta” que muitas famílias enfrentavam antigamente por conta do sinal de TV ruim nos televisores.
Nas antigas TV de tubo, e até mesmo depois com o surgimento dos televisores de tela plana e plasma, que foram as precursoras das atuais smart TVs, o sinal analógico de TV podia oscilar e aparecer “chiando”, com cores distorcidas e barulho. Era de fato desafiador!
Mas hoje em dia, com o sinal digital e a internet, esses problemas desapareceram. Só que não, viu? A verdade é que muitas TVs modernas ainda apresentam problemas na imagem.
Contudo, o inimigo agora é outro: muitas vezes, o vilão da história é a conexão com a internet ou até mesmo ajustes mal feitos no televisor.
Tendo isso em mente, decidimos garimpar e testar três dicas simples e práticas para deixar a imagem da sua TV perfeitinha. Acredite, esse artigo pode ser a salvação para o restante da sua Copa do Mundo. Ninguém merece ter que assistir aos jogos do Brasil com “gráfico de PS2”, não é? Fique de olho nas dicas!
1. Escolha a proporção de tela adequada
Muitas vezes, ao ligar a TV, a imagem pode parecer ligeiramente cortada nas bordas, achatada ou esticada de forma artificial. Quando isso acontece, indica que a função de proporção (ou formato de tela) está configurada incorretamente.
O ideal é procurar nas configurações de imagem por opções como “Original”, “Just Scan” ou “1:1”. Evite modos como “Zoom” ou “Cinema”, a menos que o conteúdo original exija isso.
Se você estiver assistindo a um jogo do Brasil na Copa do Mundo, por exemplo, uma proporção errada pode cortar o placar no canto da tela ou o cronômetro da partida, além de distorcer o formato do campo e dos jogadores.
Definir a proporção correta garante que você veja exatamente o que a câmera do estádio está capturando, sem perdas de informação.
2. Use ethernet em vez de Wi-Fi
Para quem assiste a conteúdos via streaming, a qualidade da imagem está diretamente ligada à estabilidade da internet. O Wi-Fi está sujeito a interferências de paredes, outros aparelhos eletrônicos e oscilações de sinal.
Quando o sinal cai, os aplicativos de streaming reduzem automaticamente a resolução do vídeo (de 4K para HD ou até menos) para evitar que o vídeo trave.
Por isso, conectar a Smart TV diretamente ao roteador usando um cabo Ethernet (cabo de rede ou RJ45) elimina essa instabilidade. Pensando na transmissão ao vivo de um jogo da Copa por um aplicativo de streaming, o uso do cabo garante a largura de banda máxima e contínua.
Isso evita que a imagem fique pixelada ou borrada bem no momento do gol, além de reduzir drasticamente o famoso “delay” (atraso) em relação à TV aberta.
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3. Não use a suavização de movimentos (se tiver na sua TV)
A suavização de movimentos, conhecida por nomes comerciais como TruMotion, Motionflow ou Auto Motion Plus, é um recurso que cria quadros artificiais entre os quadros originais do vídeo para fazer a imagem parecer mais fluida.
Embora pareça uma boa ideia no papel, no cinema e nas séries ela gera o bizarro “efeito novela”, deixando os movimentos artificiais e tirando o visual cinematográfico.
Nos esportes, a intenção do recurso seria reduzir o rastro da bola, mas o processador da TV muitas vezes não consegue acompanhar a velocidade real do jogo.
Como exemplo, a suavização pode criar “fantasmas” ou artefatos digitais ao redor da bola na transmissão de um jogo quando ela é lançada rapidamente, ou fazer com que as pernas dos jogadores pareçam borradas durante uma corrida. Desativar essa função mantém os movimentos naturais e a imagem mais nítida.












