Já há algum tempo a Netflix tem buscado uma solução para modernizar o seu aplicativo. A ideia, de acordo com insiders, é adotar um “feed de rolagem”, semelhante ao visto em apps de vídeos curtos.
Entretanto, o que o streaming sempre mirou foi em proporcionar melhorias ao seu público e não rivalizar com plataformas como TikTok, Instagram Reels e YouTube Shorts. Agora, finalmente chegou a hora de concretizar esse desejo.
De acordo com o Android Police, a empresa já vinha testando um doom-scrolling desde o ano passado. Em breve, uma solução definitiva, baseada nesses testes, será implementada no app.
Rolagem e IA para facilitar a escolha de conteúdo
Conforme apuração de informações veiculadas pelo TechCrunch, o app da Netflix vai ganhar um feed vertical, bem no estilo Shorts e TikTok. Segundo o site, o objetivo do streaming é claro: facilitar a escolha de conteúdos para assistir.
Em complemento, foi mencionado que o conteúdo dos vídeos curtos desse feed de rolagem será de resumos de séries, filmes e documentários. Ou seja, o usuário poderá ter um “gostinho” do que assistir antes de dar o play no conteúdo completo.
Além disso, os clipes terão opções de favoritar e compartilhar. Se a pessoa não quiser assistir na hora, pode salvar para assistir mais tarde, podendo também compartilhar com amigos.
A Netflix admitiu ainda o uso de IA para melhorar essas recomendações, tanto na criação dos resumos em si quanto na adição de outras ferramentas que facilitem a jornada dos usuários.
Por fim, executivos do serviço de streaming, incluindo o próprio CEO, Gregory Peters, indicaram a chegada das mudanças em atualizações entre o final de abril e o início de maio. Então, falta muito pouco para a base da Netflix ter acesso às novidades no feed do app.
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Os streamings estão “tiktokzando”?
“Tiktokzando” não é bem a palavra, pois, como dissemos, YouTube, Instagram e agora Netflix têm suas próprias propostas para uso de vídeos curtos. Porém, é fato que esse formato tem crescido de uma forma geral.
Se por um lado muitos usuários preferem vídeos mais curtos para consumir “pílulas” de conteúdo, em vez de peças mais longas, as plataformas viram que investir em atender a esse desejo aumenta a taxa de retenção de pessoas nas plataformas e o número de usuários consumindo conteúdo.
Por outro lado, o debate sobre um alegado “design viciante” das redes sociais segue intenso, com gigantes como Meta e Google indo às barras dos tribunais por supostamente agir de forma deliberada para prender pessoas em seus aplicativos.












