Imagem: iStockphoto/Reprodução

A Starlink pode ficar mais barata no Brasil; veja o motivo

Caso alguns expectativas estejam certas, os preços devem começar a cair dentro de um ou dois anos.

Goodanderson Gomes
5 min de leitura

Cerca de um mês atrás, publicamos a notícia de que a SpaceSail, empresa chinesa de internet via satélite, foi autorizada a começar suas atividades no Brasil. Agora, há a expectativa de que esse movimento possa baratear os custos de planos da Starlink por aqui.

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No ato da autorização, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), deu um prazo de dois anos para que a SpaceSail comece a atuar no Brasil. No caso, a empresa deve utilizar a rede de satélites de órbita baixa (LEO), assim como a concorrente.

Quanto mais concorrência, melhor para o mercado

Num país de dimensões continentais como o nosso, onde há vários pontos de “desertos digitais”, uma boa oferta de internet que não dependa de operadoras convencionais é sempre um produto atrativo.

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E, em qualquer mercado, há uma máxima: os preços baixam ao passo que a concorrência aumenta. No setor de internet via satélite não é diferente.

É estimado que a Starlink detenha algo entre 70% e 80% do mercado de internet via satélite no Brasil, com mais de 1 milhão de assinantes no país. Com a inserção de novos players no mercado, esses números podem encolher, junto com os preços.

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Caso a SpaceSail, ou qualquer outra empresa do setor, como a Amazon Leo, estabeleça estrutura e rede de marketing que sejam páreos à empresa de Elon Musk, a relação oferta-demanda tende a se acirrar, trazendo uma competição como a que vemos no mercado de operadoras de telefonia móvel, por exemplo.

Em outras palavras, em poucos anos poderemos presenciar ações promovendo planos e combos para atrair a atenção dos consumidores ao melhor estilo TIM vs Claro vs Vivo.

Starlink e SpaceSail devem protagonizar uma grande rivalidade no mercado de internet via satélite – Imagem: Minha Operadora

Já há previsão para queda de preços?

Indo bem direito ao ponto, não devemos ver queda nos preços de pacotes da Starlink tão cedo. Mas sim, é possível estimar o começo dessa “corrida” da qual estamos falando.

Conforme citado no começo dessa matéria, a SpaceSail tem dois anos de prazo para se estabelecer no Brasil. Ou seja, a implantação já deve ter começado.

Igual a empresa chinesa, existem algumas outras com início de operações em andamento. É o caso da Amazon Leo, por exemplo. Por outro lado, já existem empresas menores consolidadas, como a HughesNet e a SES.

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Então, no médio-longo prazo de um ou dois anos no futuro, o mercado de internet via satélite já deverá estar bem mais aquecido no Brasil.

De qualquer forma, é correto afirmar que a Starlink deve se manter como líder de mercado no segmento por bastante tempo. Isso por que a constelação da SpaceX que alimenta a rede já ultrapassa as 7 mil unidades, enquanto empresas como a SpaceSail, que teve autorização inicial da Anatel para uso 324 satélites, operam com algumas centenas.

Os benefícios vão além de preços mais baixos

É claro que, ao escolher um serviço, o fator preço é algo preponderante para o cliente no que diz respeito a vantagens observadas em um primeiro momento.

Porém, quando falamos do aumento da concorrência no setor de internet via satélite estamos falando de algo a mais: o alcance de uma “redundância” na conectividade nacional.

Grosso modo, quanto mais cobertura de internet vinda do espaço, menos locais desconectados devem restar. E não estamos falando apenas de comunidades rurais e urbanas remotas, mas de rodovias e até áreas de mata, como a Amazônia e Pantanal.

Starlink, SpaceSail, Amazon Leo e outras empresas podem, portanto, contribuir para a desejável cobertura global de internet no Brasil e no mundo, dentro de alguns anos.

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