Balanço financeiro do quarto trimestre de 2023 afeta as ações da Oi

Cleane Lima
3 min de leitura

Na última quinta-feira (28.03), antes do feriadão, a Oi (OIBR3) divulgou seu resultado financeiro referente ao quarto trimestre de 2023, que embora tenha apresentado uma redução no prejuízo de 82,8% em relação ao trimestre anterior, não houve um impacto muito positivo nas ações da bolsa de valores.

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As ações da Oi atingiram a menor cotação desde o início de fevereiro, e chegaram a ser negociadas a R$ 0,65, representando uma queda de 4,45%. Esse valor é o menor desde o registrado em 6 de fevereiro de 2024, quando a ação fechou a R$ 0,63. O final de março foi diferente para a empresa em relação ao final do mês anterior, onde os ativos da tele dispararam 129%, batendo os R$ 1,42, entre os dias 1 e 21 de fevereiro.

Neste último balanço, a Oi teve um prejuízo líquido de R$ 486 milhões, uma redução de 97,2% sobre a perda de R$ 17,149 bilhões no mesmo período de 2022. Para Hugo Queiroz, sócio diretor da L4 Capital, o balanço da empresa foi ruim, destacando o endividamento líquido que subiu 22% em um ano, que segundo ele, mostra que “efetivamente não há muito o que se extrair da companhia”.

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Quando as ações preferenciais da Oi(OIBR4), houve um alta de 1,62%, sendo negociadas a R$ 1,88 na última quinta-feira.

Para os analistas da Genial Investimentos, o balanço do quarto trimestre da Oi mostrou um desempenho fraco e baixo das expectativas. Além da redução de 97,2% no comparativo anual do prejuízo líquido, em 2023, a empresa somou R$ 5,428 bilhões em prejuízo, queda de 71,8% em relação às perdas de R$ 19,266 bilhões registradas em 2022.

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Os analistas disseram que “Embora haja progresso no processo de recuperação judicial da empresa, permanecemos pessimistas em relação ao seu futuro”, disseram os analistas. No mesmo tom, a research manteve a recomendação de venda para as ações da Oi, com um preço-alvo de R$ 0,60.

Vale lembrar que no dia anterior (quarta-feira), a empresa propôs o grupamento das ações ordinárias e preferenciais para enquadramento do papel em valor igual ou superior a R$ 1. Para isto, a Oi previa o grupamento na proporção de 10:1, com dez ações de cada espécie reunidas em uma única ação.

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