Provedores regionais apresentam interesse em uso secundário do espectro de 700 MHz

Cleane Lima
3 min de leitura

Desde que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) homologou o pedido de desistência do espectro de 700 MHz feito pela Winity, que o destino da frequência vem sendo discutida. A princípio, até que algo seja decidido de vez, a agência liberou o uso em caráter secundário da faixa, e até então já recebeu 14 solicitações de provedores regionais entrantes no mercado móvel.

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A informação foi dada pelo superintendente de outorgas e recursos à prestação da Anatel, Vinicius Caram, durante Mobile World Congress 2024 (MWC), realizado em Barcelona.

Segundo Caram, embora a previsão seja de autorizações em nível municipal, alguns provedores solicitaram o uso da faixa em estados inteiros, como a Unifique, que pediu o acesso em toda Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Pelos termos definidos pela Anatel, este direito de uso secundário do 700 MHz terá prazo de três anos.

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Enquanto isso, a Anatel analisa o destino do espectro para uso em caráter primário. Entre as alternativas, está a possibilidade de um novo leilão, tendo como plano B oferecer a faixa para a segunda colocada no certame de 2021, que teve a Winity como vencedora. Seguindo essa última lógica, a Highline seria a empresa que passaria a ter a faixa em uso primário.

Segundo o superintendente, haverá uma consulta ao Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o futuro do 700 MHz na próxima semana, onde será analisado se é possível passar a licença para a Highline e quais rumos poderiam ser adotados pela Anatel. Lembrando que a Datora também deu lance pelo espectro de 700 MHz, mas ficou abaixo da Highline.

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Caram lamentou os atrasos nos compromissos que deveriam ser atendidos pela Winity. “Nós já perdemos pelo menos um a dois anos de atendimento de compromissos nas rodovias“. Ainda que o uso secundário já possa permitir estações em localidades hoje não atendidas, ele não carrega compromissos formais de cobertura.

“É um modelo mais rápido e as operadoras não pagam, mas é por conta e risco porque pode ter leilão amanhã e elas saírem da faixa. Então é eficiente e menos oneroso, mas não dá para cobrir as rodovias que estavam previstas para uso primário no edital”, afirmou.

Enquanto isso, a prioridade para ter acesso ao ativo em caráter secundário são as provedoras regionais que compraram faixas regionais de 3,5 GHz no leilão de 2021: Brisanet, Unifique, Ligga e iez!

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