5G tem avançado mais rápido do que foi o 4G no Brasil, diz Conexis

Ana Cláudia
4 min de leitura

A implantação da tecnologia 5G no Brasil está acontecendo de forma surpreendentemente rápida em comparação com o processo de adoção do 4G, de acordo com Marcos Ferrari, presidente executivo da Conexis Brasil Digital.

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Brasil

Em14 meses desde o lançamento do serviço, já existem 13 milhões de clientes no Brasil utilizando a nova geração de redes móveis. Para contextualizar a magnitude desse progresso, Ferrari comparou com a implementação do 4G, que, no mesmo período de tempo, teve apenas 2,5 milhões de brasileiros adotando a tecnologia.

”Com o 4G, em 14 meses de serviço, existam apenas 2,5 milhões de brasileiros com a tecnologia”, exemplificou.

Além disso, o Brasil já conquistou o terceiro lugar em termos de velocidade de download no contexto global do 5G, ficando atrás apenas de Singapura e Coreia do Sul, conforme destacado pelo executivo. No entanto, ele observou que um dos principais desafios enfrentados pelas empresas de telecomunicações é a estagnação das receitas, apesar da adoção acelerada do 5G. Ferrari enfatizou que simplesmente expandir a tecnologia e a cobertura não se traduz necessariamente em aumento de receita para as operadoras.

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Ferrari também previu um aumento significativo no tráfego de dados nas redes das operadoras nos próximos cinco anos, estimando um crescimento de 400%.

Ele ressaltou que as seis maiores plataformas digitais são responsáveis por 50% do tráfego nas redes fixas e 80% do tráfego nas redes móveis, apresentando um dilema para as empresas: investir em maior capacidade de rede sem uma solução clara para o desafio, o que pode comprometer a expansão da cobertura. O objetivo, segundo ele, não deve ser simplesmente fornecer mais internet, mas também garantir que mais pessoas tenham acesso a ela.

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A implantação de antenas e infraestrutura para oferecer cobertura com a nova tecnologia 5G nas cidades enfrenta desafios significativos, conforme destacado por uma entidade não especificada.

Um dos principais preocupações é a dificuldade em realizar essas instalações. Diogo Della Torres, coordenador de Infraestrutura da Conexis Brasil Digital, exemplificou a situação em Belém, onde as operadoras de celular enfrentam obstáculos na expansão da infraestrutura, apesar de o município ter aprovado uma legislação favorável a esse processo. No entanto, a prefeitura ainda não regulamentou a lei, o que atrasa o progresso nesse sentido.

Embora existam desafios com a infraestrutura, Rodrigo de Lima, gerente do escritório da Regional Norte da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), ressaltou que recursos para a expansão das redes na Região Amazônica estão disponíveis. Cerca de R$ 10 bilhões, provenientes de fundos setoriais, estão prontos para serem liberados com taxas de juros muito favoráveis para incentivar os operadores a investirem na região.

A empresa Ligga, que tem sede no Paraná e adquiriu a frequência do 5G para atender o estado de São Paulo e a Região Norte do Brasil, é considerada uma possível candidata para obter parte desses recursos, de acordo com Vitor Menezes, diretor de Relações Institucionais e Regulatórias.

A operadora tem o compromisso de, até o final deste ano, fornecer conectividade de alta capacidade em 19 municípios da região por meio de backhaul, e até 2026, atender a 64 cidades com menos de 30 mil habitantes. Essa expansão da Ligga Telecom permitirá que a empresa atue em uma região que representa 7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e abriga 43% da população do país.

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