19/04/2024

Fundos do BTG aumentam participação na V.tal para quase 70%

Com a mudança, a participação da Oi na empresa de rede neutra diminui, mas é algo que já fazia parte do plano da operadora.

Os fundos do BTG Pactual anunciaram aumento na sua participação agregada na V.tal de 65,9% para 68,8%. Com isso, a participação da Oi na empresa de redes neutras reduziu de 34,1% para 31,2%. A operadora já havia informado em seu segundo plano de recuperação judicial que pretendia vender aproximadamente 14% a mais de sua participação na empresa até 2026.

Em comunicado ao mercado publicado na última sexta-feira (04), a V.tal informou que “Os referidos aumentos de participação decorrem da emissão e subscrição de ações realizadas na presente data […] e não objetivam alterar a composição do controle e a estrutura administrativa da companhia”. No mesmo dia, ocorreu a homologação do exercício por três diferentes fundos controlados pelo BTG foi ratificada em reunião do conselho de administração da empresa.

Essas mudanças ocorreram em decorrência do exercício pelos acionistas controladores de bônus de subscrição emitidos no âmbito da operação (concluída em junho de 2022). A operação foi acompanhada da emissão de 1,524 bilhão de novas ações ordinárias da V.tal, nominativas e sem valor nominal.

Nesse caso, não haverá novo aporte de caixa, apenas pagamento preço de exercício de cada bônus de subscrição (no valor simbólico de R$2,00), além de que não tem como objetivo mudar a composição do controle e estrutura administrativa da V.tal.

A rede neutra possui 430.000 km de backbone de fibra que veio da Oi, e conta com 21 milhões de casas passadas com fibra, conectando mais de 2.380 municípios no país, com a meta de atingir 34 milhões de residências até 2025. Em 2022, a empresa registrou prejuízo líquido de R$ 443 milhões (US$ 90 milhões), de R$ 719 milhões reportados no ano anterior. A receita líquida saltou 65,3%, para R$ 4,96 bilhões.

Embora esteja menor, a Oi está dentro do que é exigido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), onde determinou que a operadora precisa deter no mínimo 20% do capital votante da companhia de infraestrutura. Além de que, uma fatia da participação da tele na V.tal faz parte das garantias para financiamento emergencial com credores.

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