28/02/2024

Oi registra queda na receita e leva prejuízo de R$ 17 bilhões no 4T22

Durante o trimestre em questão, a empresa reduziu seus custos e despesas em 16,7% ou em R$ 2 bilhões, somando em 2022 R$ 10,3 bilhões.

Na noite desta segunda-feira (22), a Oi divulgou seus resultados financeiros referentes ao quarto trimestre de 2022, onde reportou uma receita líquida de R$ 2,618 bilhões no período, representando uma queda de 42,1% em relação ao ano anterior. No comparativo anual, somou R$ 12,490 bilhões, com um recuo de 29,5%.

No acordo da “Nova Oi”, que inclui os serviços de telefonia fixa e cobre, a empresa totalizou R$ 2,321 bilhões no trimestre, aumentando em 5,6% a receita líquida. No consolidado do ano, houve crescimento de 3,1%, totalizando R$ 9,127 bilhões. Segundo a empresa, o incremento da performance ano a ano foi garantido pelos resultados dos negócios core, como Oi Fibra e Oi Soluções.

A Oi Fibra avançou 25,5%, totalizando R$ 1,076 bilhão no trimestre, enquanto no ano o aumento foi de 35,8%, total de R$ 3,999 bilhões. Um resultado do total de casas conectadas, onde a empresa fechou o ano de 2022 com uma marca de 3,9 milhões de base, aliado ao crescimento de 3,8% A/A de evolução na receita mensal média por usuário (ARPU).

A receita líquida da Oi Soluções, cuja sua venda está inclusa no plano de de recuperação judicial da empresa, apresentou um crescimento de 3,5% no trimestre e 2,9% no ano, totalizando R$ 729 milhões e R$ 2,780 bilhões, respectivamente. As operações de legalização totalizaram R$ 398 milhões, um recuo de 37,1% no trimestre. No acumulado do ano, essa queda foi de 39%, com 1,944 bilhão.

Durante o trimestre em questão, a Oi reduziu seus custos e despesas em 16,7% ou em R$ 2 bilhões, somando em 2022 R$ 10,3 bilhões. Segundo a empresa, o controle rígido de custos contribuíram para esta redução, além do fechamento da venda da UPI Ativos Móveis e da alienação parcial da V.tal, com a saída imediata dos custos que mantinham relação direta com essas operações, apesar do aumento de despesas decorrentes do novo modelo operacional na fibra.

Enquanto de pessoas, o ano de 2022 foi encerrado com menos 15 mil posições em relação ao ano anterior, sendo cerca de 1,2 mil posições na Nova Oi, 3,9 mil decorrentes das vendas de ativos (Móvel e InfraCo) e 10,1 mil em subsidiárias (Serede e Tahto).

EBITDA

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização de rotina somou R$ 396 milhões no trimestre (queda de 75,4%) e R$ 2,204 bilhões no ano (recuo de 59,9%). A operadora afirma que os efeitos da queda estão associados às vendas de ativos, com a saída da contribuição da Oi Móvel. A margem EBITDA caiu 19,7% pontos percentuais no trimestre (13,2%) e 12,7 p.p. no ano (17,4%).

Já o reportado ficou negativo em R$ 14,165 bilhões no trimestre e R$ 5,223 bilhões no ano. A Oi diz que se referem a, “principalmente, (i) ao impairment de ativos relativos aos serviços legados, em função da queda nas receitas de telefonia fixa associadas a elevadas despesas fixas da operação; (ii) a baixa no saldo de contas a receber decorrente da conclusão do processo de conciliação com os seus respectivos controles físicos ; e (iii) provisão relacionada ao contrato de capacidade de satélites – montante deixa de impactar o Opex e passa a ser reconhecido como passivo oneroso no Balanço Patrimonial”.

Resultado líquido

Com isso, o resultado líquido da Oi foi negativo, totalizando R$ 17,663 bilhões, enquanto no acumulado do ano foi R$ 19,266 bilhões. Desconsiderando o impairment, o prejuízo foi de R$ 3,414 bilhões, um recuo de 4,1% no trimestre, e de R$ 5,017 bilhões no consolidado de 12 meses, uma diminuição de 51,8% comparado com 2021.

A dívida bruta do grupo, que atualmente soma R$ 44 bilhões, encerrou 2022 em R$ 34,963 bilhões em “valor de face” e R$ 22,302 bilhões em “valor justo”, com atenuação da valorização cambial frente ao dólar. A posição de caixa no final do ano passado, embora já não seja a mesma de hoje em dia, era de R$ 3,22 bilhões, apenas 2% inferior ao caixa do fim de 2021.

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