29/02/2024

Alemanha segue EUA e impõe restrições às tecnologias chinesas

Seguindo as influências dos Estados Unidos a Alemanha passou a impor duras restrições em relação a importação de tecnologia da China.

A Alemanha está seguindo as restrições impostas pelos Estados Unidos e considerando reduzir suas exportações de matérias-primas e equipamentos para a produção de chips na China. O objetivo é impedir o progresso tecnológico chinês e reduzir a dependência global do mercado chinês, enquanto atrai investimentos de gigantes da tecnologia para a Europa.

Alemanha

No entanto, a decisão de limitar as exportações pode resultar em tensões comerciais entre as nações e foi criticada pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning. Ele afirmou que impor controles de exportação à China não seria construtivo e que os países deveriam trabalhar juntos para proteger a ordem econômica e comercial internacional.

O Ministro da Economia alemão, Robert Habeck, já havia mencionado anteriormente a importância de revisar, expandir e atualizar constantemente os controles de exportação em relação à tecnologia em consonância com o cenário global. Embora não tenha sido oficialmente confirmado, é possível que as sanções impostas à Holanda tenham servido como um precedente para essa decisão.

O impacto das decisões dos Estados Unidos  na Alemanha e Holanda

O governo dos Estados Unidos, liderado por Joe Biden, tem expressado várias vezes o desejo de frear o avanço tecnológico da China, impondo sanções internacionais para atrasar a produção do país. 

A Alemanha, Holanda e Japão estão envolvidos neste acordo e restringiram as fábricas da Nikon e da ASML, impedindo a exportação de uma máquina de litografia ultravioleta, o que interrompeu o processo da TSMC por algum tempo.

Enquanto a China é isolada, várias empresas estão construindo fábricas em outros locais para manter sua posição no mercado. A Intel está se adiantando e buscando subsídios do governo para concluir a construção de fábricas na Europa e aumentar sua produção.

A polarização entre China e Estado Unidos em diversos pontos segue impactando vários segmentos da economia, incluindo o setor da tecnologia e comunicação.

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