22/05/2024

CEO da Vivendi renuncia e deixa conselho de administração do Grupo TIM

Saída de Arnaud de Puyfontaine acontece em momento em que os acionistas discutem com o governo Giorgia Meloni sobre o futuro da empresa.

O Grupo TIM (antiga Telecom Italia, empresa que controla a TIM Brasil) anunciou nesta segunda-feira (16), que atendeu o pedido de renúncia do conselheiro Arnaud de Puyfontaine, CEO do grupo francês Vivendi, do assento no conselho de administração da empresa italiana.

Por meio de uma nota, a TIM informou que De Puyfontaine “deseja se dedicar, como CEO da Vivendi, a restabelecer um percurso de crescimento” na operadora e “assegurar que o valor real do grupo e da rede, em sua unicidade, seja corretamente reconhecido“.

A saída do conselheiro da empresa acontece pelo fato do executivo ser CEO da Vivendi, grupo francês que é o principal acionista da operadora italiana. Assim, Puyfontaine “considerou apropriado devotar o esforço” para “reestabelecer um caminho de crescimento para o Grupo TIM e ver com isso que o real valor da companhia e sua única rede seja apropriadamente reconhecido“.

Segundo o executivo, sua saída não significa mudança na estratégia da Vivendi, e afirma que a TIM e a Itália continuam sendo “centrais para o plano de investimentos da Vivendi”. Por sua vez, o presidente do conselho da operadora italiana, Salvatore Rossi, agradeceu a De Puyfontaine por sua “preciosa contribuição à empresa”.

Puyfontaine disse que na fase atual de diálogo entre os acionistas do grupo e instituições sob nova liderança do governo da Itália, “é fundamental que todas as partes relevantes estejam livres para trabalhar de forma construtiva e transparente em benefício do Grupo TIM e todos os acionistas“.

A saída de Puyfontaine do conselho administrativo do Grupo TIM acontece em momento em que os acionista discutem com o governo Giorgia Meloni sobre o futuro da empresa, que tem como CEO, Pietro Labriola e que trabalha e um projeto para desmembrar a Telecom Italia, sendo que um aparte seria focada na infraestrutura de rede e fibra óptica e outra em serviços, conectividade e segurança cibernética.

Vale ressaltar que desde que a extrema direita ultranacionalista chegou ao poder na Itália, surgiram rumores de que a operação brasileira poderia ser vendida para suprir as dúvidas do Grupo no país italiano, mas nada foi realmente confirmado. Além disso, outro ponto importante é que a TIM Brasil tem sido relevante para a empresa, uma vez que foi responsável pela sustentação de crescimento, segundo último resultado financeiro da Telecom Italia.

FonteUOL
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