13/06/2024

Após fortes altas nas ações, B3 pede explicação à Oi

Embora a empresa não saiba explicar os motivos da alta em seus papéis, um analista da Levante Investimentos traz uma resposta.

Nesta quarta-feira (25), as ações da Oi (OIBR3, OIBR4), apresentaram uma forte alta na Bolsa de Valores (B3), onde suas ações ordinárias saltaram 34,6%, cujo movimento foi semelhante no dia anterior (24), que tiveram aumento de 2,83%. Embora tenha sido menor, os papéis preferenciais apresentaram alta, subindo 19,45%, com cotação de R$ 4,91.

Na terça-feira (24), a Oi fechou o pregão também em alta, mas com 14,80%, cotados a R$ 4,11.

Entretanto, a Bolsa de São Paulo (B3) pediu que a empresa explicasse o que causou as altas em suas ações. O número de negócios e a quantidade negociada também sofreram forte oscilação.

Em sua defesa, a Oi explicou que “não há fatos ou atos relevantes que em seu entendimento possam justificar possíveis oscilações atípicas no número de negócios e na quantidade negociada de ações da companhia, além daqueles amplamente já divulgados ao mercado”.

O analista da Levante Investimentos, Flavio Conde, explica que o pode ter causado essa disparada nos papéis da empresa. Ele afirma que foi causada pela alta volatilidade das ações. Pelo fato da queda da companhia no mercado ter sido tão profunda, que qualquer compra causa o efeito de alta. “A ação já caiu tanto, mas tanto, que qualquer compra mais forte de institucional já sobe. De fato, não há qualquer notícia ou fato que justifique tal alta”.

Recuperação judicial

Em dezembro do ano passado, a Oi finalmente finalizou seu processo de recuperação, que foi considerado a maior dívida da América Latina. A empresa iniciou o processo em 2016, onde tinha dívidas que chegavam a R$ 65 bilhões, além de 55 mil credores.

Ao finalizar o processo de recuperação, o Juiz Fernando Viana, da 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que estava à frente do caso, declarou que a Oi tinha cumprido todas as obrigações.

Agora, sem o seu principal negócio, que era a unidade de telefonia móvel, que foi vendida pelo consórcio formado pela TIM, Vivo e Claro, a Oi pretende focar sua nova jornada no seu serviço de internet banda larga por fibra, a Oi Fibra.

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