Operadoras do RJ suspendem alerta de crianças desaparecidas

As operadoras argumentaram ser preciso o repasse de verbas do Governo do Estado para manter o Alerta Pri em funcionamento.

Inspirada no alerta Amber, dos Estados Unidos, o chamado “Alerta Pri”, nome que homenageia Priscila Belfort, adolescente sumida há 17 anos, é uma iniciativa criada por múltiplas autoridades do Rio de Janeiro com o objetivo de acelerar as investigações e diminuir o número de desaparecidos no estado.

Criado pela lei n.º 9.182/ 2021, de autoria do deputado estadual Alexandre Knoploch (PSC), o Alerta Pri dispara mensagens de texto via SMS em caso de crianças desaparecidas no Rio em um período de até 24 horas, incluindo informações relevantes que podem contribuir com o trabalho da polícia na busca pelo paradeiro.

Embora seja um recurso de segurança pública, o alerta foi suspenso após três meses do início dos testes no estado. De acordo com as operadoras, não é possível fornecer o serviço de envio de mensagens em massa sem aporte do Governo do Estado.

Segundo informações, a Polícia Civil está em negociação para tentar restaurar o envio de mensagens do Alerta Pri no RJ, no entanto, não há detalhes sobre o status da negociação e se as teles voltarão a oferecer o serviço.

Buscando mais detalhes sobre o caso, o Minha Operadora contatou a Conexis Brasil, sindicato que representa a Algar Telecom, Claro, Oi, Sercomtel, TIM e Vivo.

⚠️ [ATUALIZAÇÃO – 27/06/2022 – 20H01]:

Em resposta ao site, a organização afirmou que:

“A operação, pelas prestadoras associadas à Conexis, do projeto-piloto de disparo de mensagem sobre crianças e adolescentes desaparecidos, demonstra a relevância dada pelo setor de telecomunicações ao tema do desaparecimento de crianças. Com o término da vigência do Convênio, em razão do decurso do prazo estabelecido entre as partes, as operadoras se colocam à disposição para dialogar com as autoridades competentes para a prestação de serviços que auxiliem a operacionalização de uma política pública para o tema.”

Alerta de emergência

Por ora, o Rio de Janeiro é o único estado brasileiro a utilizar um sistema de alerta para crianças e adolescentes desaparecidos. De acordo com os dados, 27 das 30 crianças cujos alertas foram enviados pelo sistema foram encontradas pelas autoridades.

A conteúdo da mensagem de texto inclui o nome do desaparecido e um link que redireciona para o site da PCRJ, com mais detalhes.

Entretanto, o Projeto de Lei n.º 9.348/17, de autoria do deputado Delegado Francischini, pretende instaurar no país o “Âmber Brasileiro”, sistema de emergência para desaparecidos menores de 18 anos com abrangência em todo o Brasil.

Lucas Ribeiro
Lucas Ribeiro
Jornalista há quatro anos, trabalho com revisão de textos e elaboração de pautas sobre telefonia móvel/telecomunicações no geral. Como lema, compartilho a ideia de Álvaro Borba, que diz: “Não importa o que eu acho, importa o que eu sei, e o que sei são os fatos”.

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