Internet caiu? Vivo terá que pagar indenização por quedas

Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios considerou que a operadora teve total descaso com o cliente.

Imagem: Unsplash

Todo consumidor já passou por alguma situação de aborrecimento com sua prestadora de telecomunicações, principalmente problemas relacionados com quedas de internet. Dessa vez, a Vivo foi a grande responsável pela “dor de cabeça” de um usuário.

Diante de tantas instabilidades, o cliente da operadora decidiu cancelar seu contrato de serviços, mas também não quis encerrar a situação por aí. O consumidor entrou na Justiça e pediu uma indenização por danos morais pelo tempo em que ficou desconectado.


Foi quando o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios condenou a marca e considerou que houve “total descaso com o consumidor”. O usuário vai receber R$ 2 mil de indenização da empresa.

Para a juíza Rita de Cássia de Cerqueira Lima Rocha, do 5º Juizado Especial Cível de Brasília, a interrupção dos serviços é suficiente para causar transtornos e prejuízos na vida de qualquer pessoa. Por isso, a indenização por danos morais é cabível.

O autor da ação iniciou seu contrato com a Vivo em janeiro de 2019. Em pouco tempo, começaram as oscilações e ele solicitou visitas técnicas, mas os profissionais enviados não conseguiram resolver o problema de internet.

VIU ISSO?

–> Não é só a Oi: Vivo também oferece 100GB por valor próximo a R$ 100

–> Ex-estrela da Globo vive processo com a Vivo

–> Vivo e Claro estão bloqueando acesso a site sobre aborto seguro

Em sua própria defesa, a Vivo comunicou que a prestação era feita de forma regular e prestou atendimento todas as vezes que o cliente solicitou. O contrato foi encerrado em outubro a pedido do próprio usuário.

A disputa foi regida pelo Código de Defesa do Consumidor, portanto, a juíza aceitou que o ônus da prova fosse invertido, já que a lei protege a parte mais fraca no processo.

Com isso, a operadora é quem deveria provar que forneceu internet de maneira regular, não o consumidor. Entretanto, a companhia apresentou apenas um print da tela de um computador, o que não refuta a prova do cliente.

“O autor juntou diversos números de protocolos de atendimento da Ré [Vivo], além de vídeos, fotos e prints de marcação de visita técnica, o que, no mínimo, leva ao entendimento de que havia problemas na prestação do serviço. Os documentos apresentados tornam verossímeis as alegações do Autor de vício na prestação do serviço com a suspensão repentina e recorrente do fornecimento de internet pela Ré”, comentou a juíza.

A Vivo ainda poderá recorrer da decisão.

Com informações de UOL

About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.

1
DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, FAÇA LOGIN para comentar
1 Número de Comentários
0 Número de Respostas
0 Seguidores
 
Comentário mais reagido
Comentário com mais interação
1 Autores de comentários
Jade Teity Autores recentes de comentários
  Acompanhar esta matéria  
o mais novo mais antigo mais votado
Notificação de
Jade Teity
Colaborador
Jade Teity

Olá!Gostaria de saber o número do processo, por favor!

Cidade - UF
Americana, São Paulo