Dono da Teleinformações é encaminhado para hospital psiquiátrico

Call center atendia a Vivo e fechou as portas por inadimplência às responsabilidades rescisórias e trabalhistas de seus empregados.

Bruno Aladim Chaves Cordeiro
Bruno Aladim Chaves Cordeiro. Imagem divulgada pelo jornalista Ricardo Antunes

Preso por furto de energia, o empresário Bruno Aladim Chaves Cordeiro, de 30 anos, foi encaminhado para o Hospital Psiquiátrico Ulysses Pernambucano a pedido de sua defesa. Uma liberdade provisória foi concedida com o cumprimento de medidas como o toque de recolher antes das 22h, não se ausentar de município sem autorização e outras.

Bruno foi preso na Zona Sul de Recife, em um apartamento de luxo na Avenida Boa Viagem. No local, policiais encontraram cocaína, ecstasy, haxixe, maconha, balança de precisão, capa de colete balístico, coldre, munições 44 e 38 e até mesmo uma impressora para emitir cartões de crédito e crachá.


Para os que não estão lembrados, o empresário é o responsável pelo call center Teleinformações, que fechou as portas em 2018.

A polêmica ao redor da empresa começou em 2017, quando demitiram 400 funcionários e disseram que não teriam recursos para pagar a rescisão de todos eles. Na justificativa, constava a informação de que a redução de colaboradores era necessária para continuar o atendimento da marca Vivo.

Entretanto, a operadora comunicou o encerramento da sua parceria com o call center e foi orientada pelo Ministério Público a reter o pagamento de R$ 1.576.454,96. O motivo? A inadimplência da Teleinfomações em relação às suas responsabilidades rescisórias e trabalhistas de seus empregados.

Em 2018, Eduardo Veras, advogado da Sinttel (Sindicado dos Trabalhadores em Telecomunicações de Pernambuco) explicou ao Minha Operadora que a Teleinformações era uma empresa que passou de pai para filho e sempre enfrentou problemas com funcionários.

O dono deixou de cumprir obrigações trabalhistas em 2017, parou de recolher o FGTS, repassar INSS e continuava a descontar do trabalhador. Até mesmo o plano de saúde para pessoas com necessidade foi cancelado.

ACOMPANHE AQUI TODAS AS REPORTAGENS SOBRE O CASO:
Contrato com a Vivo acaba e call center deve demitir 1.100 pessoas
Empresa de call center da Vivo demite 400 pessoas e gera protestos
Situação de call center contratado pela Vivo continua crítica
Operadores chamam Vivo de caloteira em protesto contra call center

O call center era exclusivo para atender a Vivo, que também respondia acusações. Em protestos, ex-funcionários chamavam as duas marcas de “caloteiras” e cobravam seus direitos. Por fim, a Teleinformações fechou as portas no dia 3 de janeiro de 2018.

Em cartazes carregados por antigos colaboradores do estabelecimento, era possível ver o nome de Bruno Aladim Chaves Cordeiro estampado.

Nos últimos dias, a polícia começou a receber queixas sobre festas no apartamento do empresário. As comemorações entravam pela madrugada e incomodavam vizinhos com barulhos.

O imóvel, inclusive, estava com o fornecimento de eletricidade cortado, mas ainda assim tinha energia elétrica. Em esclarecimento, a Polícia Civil conta que se tratava de um apartamento utilizado para tráfico e uso de entorpecentes.

Bruno foi autuado em flagrante e estava na companhia de cinco amigos. A quantidade encontrada não configurava tráfico, portanto, foram instaurados inquéritos por portaria.

A defesa do empresário comunica que ele não trabalha em desobediência às leis e dedica sua vida ao trabalho árduo, honesto e gerador de empregos para toda a comunidade.

Com informações do OP9

A SKY tem o plano ideal para a sua TV! Aproveite já com 50% de desconto no primeiro mês. Ligue 0800 123 2040.

COMPARTILHAR EM:

About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.
Acompanhar esta matéria
Notificação de
1 Comentário
mais antigo
mais novo mais votado
Comentários embutidos
Exibir todos os comentários
claramanu

Será que isso vai dar em alguma coisa? Será que a polícia vai ser comprada por esse demônio?

Cidade - UF
Rio de Janeiro - RJ