5G pode ser o atestado de óbito da TV por assinatura; Entenda

Com a tecnologia, o serviço de TV poderá ser implementado pelas antenas do celular. Mudança do cenário pode ser ameaçadora para as teles.

Homem com problemas na TV. Ilustração
Imagem: Pixabay

Já não estamos mais tão longe do leilão pelo 5G, agendado para março de 2020 (com possibilidades de atraso. Entretanto, as empresas de telecomunicações ainda parecem resistentes com a novidade. O motivo? A eminente ameaça que a conectividade de quinta geração oferece para a TV por assinatura.

Com a capacidade de transmissão de dados muito maior que a do 4G, não será mais necessário levar conexão de internet às residências via cabo (coaxial ou fibra ótica). O serviço de TV, inclusive, poderá ser implementado pelas antenas de celular.


Junto com a crescente demanda pelo streaming e agora os aplicativos que transmitem canais de TV do catálogo das operadoras pela internet, o cenário é cada vez mais preocupantes para a existência da TV paga.

Por mais que teles defendam publicamente a evolução da conectividade, há uma preocupação e cautela nos bastidores. Todas tentam ganhar tempo até encontrarem o melhor posicionamento diante da mudança.

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A Claro e a SKY possuem a maior fatia do mercado de TV. A primeira lidera com 49%, mas já vem sendo afetada com as novas tecnologias, antes mesmo da chegada do 5G. Recentemente, a empresa reclamou com a Anatel sobre o serviço FOX+, que transmitia canais online e tornava desnecessária uma assinatura de TV paga para acesso ao mesmo conteúdo.

Como as últimas decisões foram favoráveis para a FOX, o imbróglio entre as duas companhias movimenta um debate sobre a transmissão de canais de TV pela internet. Se a vitória for para os produtores de conteúdo, as TVs por assinatura estão com os dias contados.

Leonardo de Morais, presidente da Anatel, quer que o leilão pelo 5G ocorra no fim do primeiro trimestre do ano. Entretanto, as dificuldades técnicas e o atraso na definição de diretrizes podem levar a negociação para julho de 2020.

A grande curiosidade é saber quais serão as exigências para as empresas de telecomunicações. No 4G, por exemplo, foi exigido que as empresas se comprometessem com a cobertura 3G em áreas menos rentáveis do país.

Mas as teles afirmam que podem sofrer com problemas financeiros se o padrão for confirmado e terão que restringir investimentos no 4G.

Com informações do GauchaZH

About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.

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