quarta-feira, 15 de maio de 2019

Grupo hacker rouba US$ 2,4 mi com clonagem do chip de celular

Técnica é chamada de SIM Swap. Este tipo de golpe também já é comum no Brasil.


Nove hackers, sete deles do grupo conhecido como "The Community" foram acusados vão responder por conspiração para cometer fraude, fraude eletrônica e roubo de identidade agravado. Eles conseguiram roubar cerca de US$ 2,5 milhões em criptomoedas, através da técnica SIM Swap, a clonagem de chip. Eles estavam transferindo um número de telefone para um novo cartão SIM. 

Das nove pessoas envolvidas, oito são americanos e um é irlandês, Conor Freeman. Ele tem apenas 20 anos. Caso seja considerado culpado, poderá ser extraditado para os EUA e enfrentar mais de 100 anos de prisão. Dado o número de acusações contra a "The Community", o grupo poderia enfrentar coletivamente mais de 200 anos de prisão.


Com acesso a esse número de telefone, os hackers conseguiam obter o controle do dispositivo, recuperando senhas em aplicativos de bancos, rede social e outros serviços. O golpe envolvia assumir a carteira de criptomoeda da vítima para obter acesso aos seus fundos.

VIU ISSO?


O método foi usado sete vezes. As outras três pessoas autuadas estão ligadas às operadoras de telefonia. Esses três aceitaram suborno para ajudar o grupo de hackers.Os hackers têm entre 20 e 28 anos.

A técnica também está se tornando comum no Brasil. De acordo com a Kaspersky um único grupo organizado conseguiu clonar o chip de 5.000 vítimas, envolvendo não apenas pessoas comuns, mas também políticos, ministros, governadores, celebridades e empresários famosos. No Brasil as fraudes baseadas nessa técnica causam, em média, prejuízo de R$ 10 mil.


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