5G no Brasil também irá operar em ondas milimétricas (mmWave)

Isso significa que o mercado de carros conectados, jogos via streaming e telemedicina poderão ser impulsionados pelo 5G no Brasil.


A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) já havia anunciado que o leilão de frequências para o 5G acontecerá no Brasil em março de 2020, mas alguns detalhes do processo ainda precisavam ser definidos. Hoje, a agência reguladora revelou mais alguns aspectos técnicos sobre o leilão, com uma grata surpresa, o processo inicial de licitação também contará com ondas milimétricas.


Sempre se comentou que o 5G no Brasil começaria apenas com as chamadas faixas sub-6 Ghz, o que garante mais velocidade de navegação, por exemplo, mas deixaria o país de fora dos principais benefícios que a quinta geração móvel pode oferecer, impulsionando mercados como a telemedicina, carros conectados e até a possibilidade de jogos via streaming. 


Para essas aplicações, latências baixíssimas são determinantes, o que necessita obrigatoriamente do 5G em ondas milimétricas (mmWave). Bem acima dos 6 Ghz, estamos falando aqui de 26 Ghz, 40 Ghz, 66 Ghz a 71 Ghz.


Com essa confirmação, as faixas definidas para o 5G no Brasil serão as seguintes: 700 Mhz, 2.3 Ghz, 3.5 Ghz e 26 Ghz

O 5G nessa união entre sub 6 Ghz e ondas mmWave é o melhor cenário, de acordo com representantes dessa indústria. Rafael Steinhauser, vice-presidente da Qualcomm para a América Latina explica que as duas bandas são importantes para o 5G, porque uma vai dar alta confiabilidade e baixa latência para aplicações de missões críticas, como telemedicina ou carros autônomos. As bandas milimétricas são importantes porque elas vão dar capacidade, toda a capacidade para entregar banda larga as pessoas e coisas a nossa volta.

VIU ISSO?


Segundo a GSMA, associação global que representa as operadoras móveis, em seu relatórioBenefícios socioeconômicos dos serviços 5G fornecidos em mmWave”, o 5G em ondas milimétricas pode gerar US$ 565 bilhões para o PIB mundial entre 2020 e 2034. 

O relatório pontua que o 5G mmWave possui as características ideais para suportar taxas de transferência de dados muito altas e recursos ultra confiáveis de baixa latência, que suportarão novos casos de uso e proporcionarão as vantagens do 5G a consumidores e empresas do mundo inteiro.

Agora a pergunta de não quer calar: Quando o G começará a operar no Brasil? A expectativa é que a tecnologia chegue em 2023, próximo a estimativa da GSMA em relação a consolidação da tecnologia na América Latina, que deve ocorrer por volta de 2025.



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1 Comentário

  1. Vejo muita publicidade no 5G , temos fibra ótica espalhadas por todo Brasil , já poderia começar essas mudanças que tanto falam ,muutos anos atrás falavam que o 4G ia ser fodão , hoje ninguém comenta mais , vamos aguardar …

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