Telecom Italia, dona da TIM, escolhe novo CEO

Ex-CEO, Amos Genish, disse que buscará apoio dos investidores para convocar uma reunião extraordinária de acionistas para contestar as mudanças repentinas.


O italiano Luigi Gubitosi é o novo CEO da Telecom Italia, dona da TIM. O presidente-executivo da operadora foi escolhido no último domingo (18) e sinaliza um movimento mais agressivo do grupo de telefonia.


Gubitosi é ex-chefe do grupo de telecomunicações Wind e atualmente atuava como comissário da Alitalia. Ele irá suceder a Amos Genish, que foi inesperadamente demitido no último dia (13) por causa de desacordo entre os membros do conselho.


Amos Genish chegou a dizer que foi vítima de um golpe do Fundo Elliot, atual controlador da empresa, que, segundo Genish, quer fatiar a TIM.

Na semana passada, no dia do anúncio da saída de Genish, os papéis da companhia chegaram a recuar quase 7%.

Genish, que permanece como diretor do conselho da Telecom Italia, informou que irá procurar apoio dos investidores a fim de convocar uma reunião extraordinária de acionistas para contestar as mudanças repentinas. 

Para que uma reunião seja convocada, é preciso o apoio de 5% dos acionistas.

O ex-CEO da companhia é próximo do principal acionista da operadora, a francesa Vivendi. Em sua gestão, Genish vinha buscando um plano de recuperação de três anos, focando na transformação digital e recuperando as finanças. Seu plano de recuperação era apoiado por 98% dos acionistas em abril.


VIU ISSO?



No entanto, depois que o fundo ativista Elliott retirou o controle da Vivendi, em maio deste ano, alguns diretores indicados pelo fundo queriam que Genish se concentrasse mais na cisão das redes fixas e vendas de ativos, conforme a Reuters.

Genish falou no domingo que cabe a todos os acionistas decidir uma mudança tão drástica e não apenas um grupo limitado de pessoas.

Saindo da reunião do conselho que selou sua nomeação, o novo CEO, Gubitosi, disse que a Telecom Italia tem uma grande história e expertise para “vencer os desafios do mercado, impulsionar a geração de fluxo de caixa, cortar dívidas e examinar com cuidado e acelerar o projeto para a criação de uma única rede.”

O desdobramento proposto pela Elliott poderia abrir caminho para a criação de uma única empresa de infraestrutura de banda larga, combinando a rede da Telecom Italia com a Open Fiber, menor rival de banda larga apoiada pelo estado,.

Genish disse que apoiaria a ideia de uma cisão de rede e uma fusão com a Open Fiber, desde que a Telecom Italia estivesse no controle da entidade resultante da fusão.

Conforme a Reuters, a Vivendi votou contra Gubitosi, dizendo que caberá aos acionistas decidir qual é o conselho certo para implantar a estratégia futura da Telecom Italia.

Atualmente, a TIM está sobrecarregada com 25 bilhões de euros de dívida líquida.



1 Comentário

  1. Caramba que novela, no Brasil ainda precisam melhorar muito, mostrar numeros de maior cobertura não se serviço não funciona direito, vamos ver os próximos capítulos.

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