terça-feira, 6 de novembro de 2018

5G no Brasil corre risco com demora para leilão do espectro

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GSMA não está otimista com a forma que o Brasil está lidando com o leilão do espectro.



A GSMA, associação global que representa as operadoras móveis, fez hoje (06) um alerta importante sobre o futuro do 5G, e de como os governos de todo o mundo devem lidar com essa transição tão importante que impacta não só conexões mais rápidas na palma da mão, mas também fortalece a indústria de carros conectados e cidades inteligentes.

A necessidade da liberação de espectro, principalmente na América Latina, é um ponto de suma importância, já que as variações de qualidade do espectro serão determinantes para o serviço. 

Falando mais especificamente de Brasil, a equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro, não pretende realizar uma leilão de frequência para o 5G em 2019, deixando Lucas Gallitto, diretor de políticas públicas da GSMA para América Latina surpreso. Galitto afirmou o seguinte: "Não sei o posicionamento do novo governo no sentido de isso mudar. Não seria tão bom, porque se o Brasil quiser continuar líder na região, sobretudo com a chegada da 5G, deveria considerar a possibilidade de realizar [uma licitação] no ano que vem".

VIU ISSO?



Em relação a quantidade de espectro ideal para o 5G na faixa de 3,5 GHz a GSMA cita entre 80 MHz e 100 MHz por operadora. A entidade defenderá que governos de todo o mundo ofereçam suporte às ondas milimétricas para 5G nas seguintes bandas: 26 GHz, 40 GHz ( de 37 GHz a 43,5 GHz) e de 66 GHz a 71 GHz.

A forma como a Anatel planeja, até o momento, a divisão dos 200 MHz de banda, não agrada Galitto, já que a entidade, caso as quatro grandes operadoras decidam participar do leilão, alocará, em média, 50 MHz para cada operadora. O executivo da GSMA discorda de tal posição e cita exemplos de outros países da América Latina que destinarão o espectro de forma mais abrangente: Colômbia - 400 MHz (3.3 GHz a 3.7 GHz) e Argentina - 300 MHz (3.3 GHz a 3.6 GHz). Porém no caso do Brasil é preciso levar em conta que esta faixa é ocupada pelo serviço TVRO (TV parabólica em banda C satelital), altamente representativo no Brasil.


3 comentários:

  1. Na minha opinião tv parabólica é passado igual a tv analógica , esse povo que mora no interior , invés de uns essas antena parabólica , pq o povo não compra Sky livre ou claro tv livre , e o governo tbm invés de investir num sinal mais forte da tv aberta no interior não faz porra nenhuma , Brasil como sempre atrasado

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    1. A culpa agora é da população por querer assistir TV aberta e gratuita sem ter que assinar uma tv por assinatura? A obrigação deveria ser das emissoras em disponibilizar sinal UHF digital em todo o Brasil. Concordo que é uma tecnologia defasada, mas pior é tirar a TV da população sem ter outra alternativa verdadeiramente gratuita, pois estes kits pré pagos de TV por assinatura não contam.

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  2. Nao podem mexer no sinal das antenas parabolicas porque nao fabricam aparelhos antenas proprios pra o tal 5 G que nao mexa nas frequencias de tv via satelite

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