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Operadoras querem mais segurança diante de ataques às torres

Equipamentos foram incendiados no sábado em represália a instalação de bloqueadores de celular nos presídios que seria de responsabilidade das prestadoras.



As operadoras de telefonia estão preocupadas com os frequentes ataques às suas torres e quer que Câmara do Deputados rejeite projeto que repassa para o setor o custo da instalação e manutenção de bloqueadores de celular nos presídios


O SindiTelebrasil, que representa as operadoras, explicou que o setor de Telecomunicações tem manifestado sua preocupação com o projeto de lei que tramita no Congresso.


“Entendemos que esta é uma questão de segurança pública e que, portanto, é um dever de Estado. Em vários países do mundo o serviço de bloqueio é atribuído a empresas especializadas. Bloqueio não é serviço de telecomunicações, as prestadoras trabalham para ofertar serviços à população”, define, em nota, o sindicato.




O sindicato ainda enfatizou que a prevenção aos ataques às torres de telefonia é uma questão de segurança pública.

“Esperamos que as autoridades encontrem uma solução para o problema e que protejam os serviços de telecomunicações, o patrimônio (redes e antenas) e os funcionários das empresas”, ressaltou em nota o sindicato. 

A última investida aconteceu na noite do último sábado (24), em Fortaleza (CE), quando duas torres foram incendiadas. Uma estava localizada no Jardim Iracema e a outra, na avenida Maestro Lisboa. 

Na mesma noite, cinco ônibus também foram queimados e prédios públicos atacados em três cidades do Ceará: Fortaleza, Cascavel e Sobral. 

Os incêndios foram combatidos por equipes do Corpo de Bombeiros e não há informações sobre feridos. 

Os ataques serão investigados pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas da Polícia Civil do Estado do Ceará. 

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O SindiTelebrasil salientou que “esses atentados são criminosos e colocam em risco o patrimônio e a integridade física dos trabalhadores de telecomunicações, além de prejudicar o bom funcionamento dos serviços e consequentemente a população, que depende dos sinais no seu dia a dia.”

A suspeita é que o ataque tenha sido ordenado por facções criminosas como represália ao anúncio de instalação de bloqueadores de celular nos presídios.

Na noite de quinta-feira (22), houve ameaça de incêndio no prédio dos Correios. Os criminosos deixaram uma mensagem ameaçando ataques caso os bloqueadores sejam instalados.

Entenda

Por unanimidade, o Projeto de Lei do Senado (PLS) 32/2018 – Complementar foi aprovado em 7 de fevereiro no Plenário e tramita agora na Câmara dos Deputados. 

De autoria do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), o texto determina o prazo de até 180 dias, contados a partir da promulgação da lei, para a instalação de bloqueadores de celulares em penitenciárias e presídios.

O objetivo é impedir que presos continuem ordenando crimes e comandando facções por meio das conexões de rede de celulares.

Esse já é o segundo incêndio em torres de telefonia apenas neste ano. Fotos dos estragos feitos em equipamentos e das ameaças foram distribuídas pelas operadoras à deputados e senadores em Brasília numa tentativa de evita a aprovação da proposta. 

O SindiTelebrasil não soube precisar os prejuízos gerados pelos ataques às operadoras, mas informou que o custo para a instalação de uma antena de celular é de aproximadamente R$ 500 mil.

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