Aparelhos com “TV de graça” podem ser armadilha para o consumidor

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ABTA também se posiciona sobre o HooliTV, aparelho que promete abrir todos os canais de TV por assinatura por valor único de R$ 360.


No começo desta semana, o Minha Operadora falou um pouco sobre o HooliTV, um aparelho que apareceu recentemente com a promessa de abrir todos os canais pagos da TV por assinatura, mas por um valor único – o que, no caso, é ilegal. Além da afirmação vinda do Reclame Aqui, que tem recebido várias buscas sobre a novidade, a Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) também se posicionou sobre o assunto.



De acordo com a Associação, em nota enviada para o portal Zero Hora, os decodificadores ou Box TV, que geralmente são importados ilegalmente aqui para o Brasil, muitas vezes são uma armadilha para o consumidor, já que podem utilizar servidores piratas para fazer ataques cibernéticos de quadrilhas, usando a propaganda de conteúdos grátis como isca para atrair e monitorar os dados de usuários.



Mesmo que o consumidor não esteja exposto a esse tipo de risco, alguns especialistas afirmam que, uma vez que o aparelho não é certificado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e não tem autorização para transmitir a programação da TV a cabo, não há, para o usuário, nenhum tipo de garantia de funcionamento, veracidade sobre as ofertas e também de manutenção.
A ABTA ainda afirma que a indústria de TV por assinatura também é prejudicada financeiramente com esse tipo de aparelho, uma vez que investe bilhões para suas produções – o que justificaria os preços cobrados. Por outro lado, o recente “estouro” HooliTV, no caso, não arca com nenhum custo, o que torna a revenda um crime, além de prejudicar a arrecadação de impostos e a geração de emprego, segundo a Associação.
Os preços do HooliTV variam conforme a quantidade de aparelhos comprados, mas, para apenas um aparelho, o valor praticado é de R$ 360. Apesar de não haver nenhuma grande reclamação ou denúncia até o momento, o aparelho aparentemente faz propagandas enganosas sobre a oferta de “TV de graça”, além, de como já citado, ser ilegal.
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