InícioNotíciasPreso Otávio Azevedo, presidente de principal acionista da Oi

Preso Otávio Azevedo, presidente de principal acionista da Oi

Otávio Azevedo, no centro da foto, está envolvido diretamente nas operações da operadora de telefonia, banda larga e TV brasileira.


A Polícia Federal (PF), em busca de cumprir a 14ª fase da “Operação Lava Jato”, prendeu, nesta sexta-feira (19), dois dos executivos do setor de construção civil mais poderosos do Brasil: Marcelo Odebrecht, presidente da construtura Odebrecht, e Otávio Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez, principal acionista da Telemar Participações S.A. através da AG Telecom – controladora da empresa brasileira de telecomunicações Oi – com 37,19% de participação acionária.

Otávio foi apontado como estando envolvido no pagamento de propina da Andrade Gutierrez para o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e Partido Progressista (PP), por intermédio de um outro acusado que já se encontra preso desde o final do ano passado: Fernando Soares, ou “Fernando Baiano”. A delação de Azevedo foi feita pelo ex-diretor de abastecimentos da Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras), Paulo Roberto Costa.

A multinacional Andrade Gutierrez, com sede em Belo Horizonte, tem forte influência na Oi. Seu atual presidente, Otávio Azevedo, agora preso preventivamente, foi também o principal responsável pelas operações da Oi em Portugal, com o processo de fusão com a Portugal Telecom e, posteriormente, venda da companhia para o grupo francês Altice. Otávio foi um dos representantes da Oi no Conselho de Administração da PT. Foi também o principal sedutor de Zeinal Bava, ex-presidente da Portugal Telecom, para que ele viesse para o Brasil presidir a Oi. Posteriormente, foi também o primeiro a pressionar pela sua saída, de acordo com informações da imprensa portuguesa.

O argumento utilizado por Otávio Azevedo para a sua saída do Conselho de Administração da PT SGPS (Portugal Telecom), foi o conhecimento de um dívida bilionária, mais especificamente 897 milhões de euros no Banco Espírito Santo (do Grupo Espírito Santo), que acabou por ir a falência, deixando um rombo nos cofres da PT. Alegando um desconforto diante das dívidas com o enorme empréstimo ao GES, que poderiam prejudicar a Oi – uma das principais empresas da Andrade Gutierrez – com um eventual prejuízo maior, Otávio negou que soubesse dessa operação bilionária.

A saída de Otávio Azevedo da PT SGPS deveria ser lida como um sinal claro de que a Oi desconhecia a aplicação na Rioforte. Era isso que a Oi pretendia. E foi esse o argumento usado para renegociar a fusão entre a PT SGPS e a Oi, reduzindo a posição dos portugueses na futura empresa. Nunca ficou provado que a Oi não sabia da aplicação da PT SGPS na empresa do grupo Espírito Santo, mas a operadora brasileira conseguiu levar a sua posição em frente.

A certa altura, os acionistas da operadora brasileira consideraram que manter Zeinal Bava na presidência da Oi prejudicava o argumento de que nada sabiam, e por isso o ex-presidente da Portugal Telecom também passou a ser ex-presidente da Oi.

A fusão entre a PT e a Oi ficou ferida de morte. E pouco depois a Oi, então já dona da PT Portugal (controladora da operadora MEO no país europeu), pôs a empresa à venda. A PT Portugal é hoje controlada pelos franceses da Altice. Já a PT SGPS (agora Pharol SGPS), que agora nada tem a ver agora com a PT Portugal, é hoje uma das maiores acionistas da Oi.

                            Presidente da AG Telecom cobra do governo mais atenção ao setor

Redação Minha Operadorahttps://plus.google.com/112581444411250449571
Um dos principais sites de notícias sobre o setor de telecomunicações do Brasil e do mundo. Mais de 10 mil artigos publicados com cerca de 1 milhão de páginas lidas todos os meses.

1 COMENTÁRIO

Acompanhar esta matéria
Notificação de
1 Comentário
mais antigo
mais novo mais votado
Comentários embutidos
Exibir todos os comentários