Presidente da AG Telecom cobra do governo mais atenção ao setor


Otávio Marquez de Azevedo, presidente da AG Telecom, que faz parte do bloco de controle da Oi, voltou a cobrar do governo uma política de incentivos ao setor, com redução de carga tributária sobre os serviços e vantagens regulatórias para proteger as operadoras da “perda de receitas”.

Segundo ele, isso é necessário porque o mercado de telecomunicações está passando por uma mudança de adequação econômica. Ou seja, as empresas estão perdendo receitas por conta da necessidade constante de investimentos em rede e do menor retorno com a venda de serviços, que ele considera incompatível com as dimensões do setor. “De tudo que é captado do cliente, 45% vai para imposto e o restante é distribuído para quem tem responsabilidade pelo acesso ou pelo conteúdo. O que sobra não é o suficiente para remunerar a rede”, disse.

Azevedo, que participa da Futurecom, no Rio de Janeiro, afirmou que é justamente por conta de uma necessidade econômica que as operadoras estão mais direcionadas a compartilhar infraestrutura. “É ganho para todo mundo”.

De maneira velada, o executivo também saiu em defesa das operadoras na queda de braços com entidades civis e públicas pela aprovação do Marco Civil da Internet. Na visão das operadoras, se a proposta que está em discussão na Câmara for aprovada como está, alguns modelos de negócios em discussão no setor podem ser inviabilizados. Entre os formatos de negócios mais prováveis está a possibilidade cobrança e atendimento diferenciado entre os clientes de uma mesma empresa. Perguntado sobre o assunto, Azevedo se recusou a comentá-lo diretamente. “Tem a ver com tudo isso aí, mas não quero me alongar nesta conversa”.

Para ele, no entanto, quem decide dividir os custos de construção e manutenção de redes pode encontrar pela frente outros entraves. “Nem sempre isto é possível. Tem várias questões regulatórias em cima disso. O Cade, por exemplo, analisa a competitividade e se o compartilhamento entre duas empresas não prejudica uma terceira”.

Na visão do presidente da AG Telecom, caso as operadoras fiquem privadas de adotar novos modelos de negócios, elas perderiam a capacidade de investimento num prazo de cinco anos. Ele lembrou também que, neste caso, a rentabilidade das operadoras pode ser afetada.

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