Governo brasileiro pode ter prioridade no leilão do 4G, conclui estudo

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Tão aguardada pelas empresas de internet, serviços públicos devem ter prioridade na aquisição da faixa de 700 MHz.
O 4G foi implementado aos trancos e barrancos no Brasil em 2013 e segue assim até hoje, desagradando os usuários que se arriscam a pagar caro para experimentá-lo. Uma das saídas para melhorar a qualidade do serviço é a liberação da faixa 700 MHz, considerada o “filé mignon” da tecnologia por impulsionar o alcance da internet móvel. Alvo de disputas entre as operadoras, o 4G é agora cobiçado também pelos serviços públicos.

Um estudo encomendado pela Motorola Solutions à consultoria IDC avaliou os benefícios que a internet mais rápida pode trazer a corporações como a Polícia Militar, de responsabilidade estadual, e o Exército, no âmbito federal. A conclusão é que o Brasil deveria priorizar os serviços públicos no uso do espectro dos 700 MHz para fomentar a infraestrutura de segurança.

“É essencial atribuir prioridade a redes de serviços públicos. A decisão do Brasil evitará que as redes de segurança pública tenham de ‘competir’ com as comerciais, o que é inviável por sua criticidade. Será importante garantir o correto funcionamento, com a limpeza e manutenção do espectro, levando em consideração que a faixa se encontra atualmente em uso por outras aplicações”, diz Diego Anesini, diretor de pesquisas da IDC na América Latina.

A intenção da pesquisa, que entrevistou órgãos reguladores, organizações do setor e entidades, é equiparar o Brasil a países como Estados Unidos, México e Chile, nos quais o 4G está a serviço das instituições governamentais. Nos EUA, por exemplo, 20 MHz da faixa de 700 MHz são reservados a entidades públicas, mostra o estudo.

De acordo com a IDC, a Comissão Interamericana de Telecomunicações (Citel), que atua como órgão assessor da Organização dos Estados Americanos (OEA), recomendou, em novembro de 2013, o uso dos 700 MHz a seus Estados-Membros, como o Brasil. À época, a comissão destacou os benefícios da utilização da frequência para banda larga de segurança pública e socorro.

O 4G brasileiro funciona atualmente apenas no espectro de 2,5 GHz. Até o fim do ano, a Anatel deverá realizar o leilão para distribuir as licenças de exploração dos 700 MHz, faixa que hoje em dia é ocupada por canais de TV que aos poucos são remanejados para outras frequências.

Com informações de Olhar Digital.
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