Banda larga fixa deverá fechar 2013 com 22 milhões de assinantes no Brasil


A banda larga móvel e fixa esteve em destaque no balanço divulgado pela Huawei. Segundo as companhias, a receita de voz tem desacelerado, enquanto a de dados continua a crescer no País, e o LTE e FTTH (fiber to the home) devem impulsionar os resultados em 2013, levando o Brasil a alcançar 104 milhões de acessos, sendo o segmento móvel responsável por mais de 80%.

Mas, a banda larga fixa cresceu 16% em 2012 e registrou 18,9 milhões de acessos e é esperado um avanço no Brasil, que pode registrar 22 milhões até o final do ano, mas não com o mesmo ritmo de adoção da banda larga móvel, que atende 88% da população e mais de 5,5 mil municípios (superior à meta da Anatel de 83% até 2016), pois para implantar a infraestrutura no País e atender todos os domicílios seria necessário investir cerca de 100 bilhões de reais.

Segundo o CEO da Teleco, Eduardo Tude, se a fibra óptica chegar em todas as residências também beneficiará o 4G, “mas isso depende de altos investimentos”, e o IPTV, outra forte tendência no setor de telecom, também acompanha o desenvolvimento do mercado de FTTH (fiber to the home), que aos poucos tem entrado nos planos de negócios das operadoras. 

“As telcos investem muito e o retorno não é imediato, pois os clientes que têm banda larga funcionando demoram para trocar o serviço pelo FTTH, isso só acontece quando surge a real necessidade”, explica o CEO e ressalta que o Governo e instituições precisam reconhecer a fibra óptica como base da evolução tecnológica.

No Brasil, a Oi e Vivo destacam-se como operadoras que têm implantado FTTH, enquanto a GVT e NET têm soluções intermediárias. “A cobertura da banda larga fixa está aos poucos chegando nos municípios brasileiros, mas é preciso avançar na construção da infraestrutura de acesso”, ressalta.

Segundo as companhias, o Brasil somou 65,7 milhões de acessos móveis com 3G em fevereiro, mais de 11% em relação ao mesmo período de 2012, e 79% dos que têm aparelhos que suportam a tecnologia acessam o serviço.

A pesquisa não somou os terminais M2M (machine to machine) ao número de acessos da banda larga móvel, como faz a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), e Tude explica que o segmento fechou fevereiro com 7 milhões de acessos, pois há uma aposta clara na internet das coisas, que nem sempre exige velocidade alta. 

“É esperado um crescimento no Brasil, principalmente coma a atuação das MVNOs, como Porto Seguro e Datora Telecom”, adiciona. Nesse sentido, as companhias acreditam que além de carros conectados, o M2M encontrará espaço no agro business. “Existem mais animais que pessoas, e o desenvolvimento de tecnologias para esse setor será essencial”, adicionou Tude.

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