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Sercomtel teve prejuízo de R$ 65,4 milhões em 2012

A empresa de telecomunicações Sercomtel, com sede em Londrina, apresentou em 2012 um prejuízo de mais de R$ 65 milhões, apesar dos investimentos e do faturamento de mais de R$ 181 milhões no período. Os dados fazem parte do balanço contábil que será publicado até o dia 15 de março e que foi divulgado ontem (27).

De acordo com as informações da companhia, os demonstrativos indicam que a operadora londrinense teve um faturamento de R$ 181,172 milhões no exercício financeiro passado, sendo que foram realizados investimentos na ordem de R$ 25,826 milhões. A maior parte destinada aos projetos de expansão das operações de telefonia fixa no Estado do Paraná e na modernização da infraestrutura tecnológica.

Apesar desses números e dos esforços administrativos, como a implementação de um plano de redução de custos e de incremento de receitas, a Sercomtel teve um prejuízo de R$ 65,403 milhões.

Entre as justificativas da operadora de telefonia, uma série de eventos extraordinários à operação da companhia contribuíram para esses resultados: R$ 46,875 milhões referentes ao pagamento do programa de desligamento voluntário de funcionários aposentados; provisão para contingências trabalhistas e cíveis; a baixa de Imposto de Renda/Contribuição Social Diferido (referente à incorporação da Sercomtel Celular); baixa de imobilizado; pagamentos de processos administrativos junto à Anatel; e reserva para a Supre (previdência privada). Descontando o impacto contábil dos valores referentes a esses eventos extraordinários, o prejuízo operacional da Sercomtel foi de R$ 18,528 milhões.

Interferiu também no resultado da Sercomtel o lançamento do valor da depreciação de equipamentos de engenharia, que foi de R$ 24,834 milhões. Esse valor não impacta no fluxo de caixa, mas tem reflexo no resultado final do balanço. Além disso, houve uma queda de R$ 23,693 milhões na receita de telecomunicações, comparando-se 2011 com 2012.

Isso, sem contar o momento político por que passou a administração municipal com constante troca de presidentes em meio a escândalos, cassação e renúncia de prefeitos (Barbosa Neto e Joaquim Ribeiro), levando o município a ter três administradores municipais diferentes em um ano.

Na opinião do presidente da Sercomtel, Kentaro Takahara, 2012 foi um ano de muitas dificuldades para a companhia. Destacaram-se a falta de agência de publicidade, problemas políticos-administrativos, preços agressivos da concorrência, perda de participação no mercado e queda nas receitas.

Para combater esse quadro, foi colocado em prática um plano de reversão de resultados, com a adoção de medidas severas de contenção de despesas. “Foi priorizada uma política de redução de custos operacionais. Todos os gastos passaram por debates internos e por um crivo rigoroso para saber se eram totalmente indispensáveis”, afirma o presidente da operadora, acrescentando que foram feitos também uma série de ajustes para recuperar receitas.

Entre as principais ações o presidente da Sercomtel cita a renegociação de contratos com empresas terceirizadas, suspensão total de patrocínios, reestruturação das equipes de vendas, reformulação da área de engenharia e operações, a instituição de programas de gerenciamento de despesas e receitas e o enxugamento do quadro de funcionários, que aderiram a um plano incentivado de demissão por aposentadoria.

Outras medidas consideradas essenciais por Takahara foram a incorporação da empresa de telefonia móvel à empresa fixa e o lançamento dos editais para a venda das participações societárias da Sercomtel nas empresas de TV a cabo Adatel de Osasco (SP) e São José (SC), cujo leilão está marcado para dia 26 de abril.

“Essas providências possibilitarão ganhos significativos em redução de custos e de perdas com equivalências patrimoniais negativas, além de proporcionar recursos para investimentos em negócios da Sercomtel”, avaliou.

Segundo ele, em conjunto com o planejamento operacional para 2013, foi elaborado um plano de médio e longo prazos que preconiza a expansão da telefonia fixa para o Paraná, em estreita parceria com a sócia Copel. “A Sercomtel vai se tornar efetivamente uma operadora estadual de telecomunicações, o que agregará valor ao negócio e consolidará uma visão de futuro para a empresa”, concluiu.

Redação Minha Operadorahttps://plus.google.com/112581444411250449571
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