Vivo fica em 1º lugar no prêmio Melhores do Brasil

Entre as principais operadoras de telefonia do país, a Vivo liderou em market share de acesso a celulares em 2011, com 29,5% do mercado, e foi o destaque operacional do ano, com receita líquida de R$ 19,3 milhões, e evolução da margem EBITDA em 31,60%. O endividamento oneroso da companhia fechou o ano em 36,11%, e rentabilidade foi de 63,07%, critérios que a colocavam como campeã do anuário “As melhores do Brasil”.

Além da campeã Vivo, outras teles também demonstraram no ano passado um desempenho muito positivo. E as perspectivas são muito favoráveis, principalmente após o tão aguardado leilão das faixas de frequência da quarta geração de tecnologia móvel (4G), promovido pela Anatel. A venda dos quatro principais lotes levantou R$ 2,56 bilhões, e as principais operadoras de telefonia, Claro, Oi, TIM e Vivo foram as vencedoras para operar na frequência a partir de 2,5 gigahertz (GHz) e ter cobertura nacional 4G. A expectativa é que a nova frequência traga mais qualidade e velocidade de transmissão de dados.
Mas há um longo caminho até que todos os municípios com mais de 100 mil habitantes tenham cobertura 4G até 31 de dezembro de 2016, conforme cronograma do edital. E ele passa por investimentos da ordem de R$ 4 bilhões por ano, conforme anunciou o presidente da Anatel, João Rezende, em anúncio após o leilão.

Para Renato Pasquini, consultor de Telecom da Frost & Sullivan, é provável que todos os usuários tenham conexão de terceira geração (3G) nos próximos anos. Algumas operadoras, como Vivo e a Claro, já lançaram pacotes com um upgrade da conexão, o 3G+. Mas a conexão de quarta geração deve, ao menos inicialmente, ter como foco usuários de alta renda. “As empresas terão que rentabilizar os investimentos massivos feitos anteriormente e a infraestrutura mais cara no custo dos planos.”

Com a queda nas receitas de serviço de voz, a solução é diversificar serviços. A aprovação da lei que libera as empresas de telefonia para oferecerem também serviços de TV paga promete dar novo fôlego ao setor. Isso porque o Brasil tem penetração baixa comparado com outros países do mundo e da América Latina. “A regulamentação ajudará novos players no mercado. Grandes grupos, como Telefônica e Oi, também têm uma base estagnada de usuários de TV paga. A regulamentação deve, inclusive, baratear o serviço para o usuário final”, aponta Pasquini. Mesmo em um cenário mais adverso apresentado pela economia global, o setor deve continuar crescendo nos próximos anos.
Balanço de 2011

O ano passado foi marcado por um aumento da competição das empresas por fatias do mercado e integração de grupos, sendo que os mais importantes são a incorporação da Vivo pela Telesp e a tomada do controle da Net pela Embratel no início deste ano.

No final de 2011, o Brasil contava com 242,23 milhões de acessos do Serviço Móvel Pessoal (SMP), tendo registrado crescimento de 16,2% em relação ao ano anterior. Esse resultado foi semelhante ao de 2010, que teve um crescimento de 16,7% em relação a 2009. Essa evolução teve forte contribuição da disponibilidade cada vez maior de redes 3G no país, que ampliaram o acesso à banda larga móvel.

A tecnologia que apresentou maior crescimento percentual em 2011 foi o WCDMA (50,5%), utilizado para prestação do 3G, seguido pelos terminais de dados, com crescimento de 22,6%. 
A velocidade média dos acessos, com uma queda a partir de outubro com a diminuição do número de acessos acima de 12Mbps, porém, mantendo o crescimento no número de total de acessos, com aumentos entre 512Kbps e 12Mbps.

Durante o ano de 2011 foi observada uma variação constante em torno +/-1% no total de estações tanto do Serviço Móvel Global por Satélite (SMGS) quanto do Serviço Limitado Especializado (Rastreamento). Entretanto, cabe destacar que no mês de setembro houve uma queda de mais de 12% no total líquido de estações do SMGS, cuja principal causa observada foi um elevado número de desativações de terminais por parte da Embratel.

Em meados de 2011, houve uma alteração no ranking das prestadoras do Serviço Móvel Pessoal (SMP): a TIM passou a ser a 2ª maior operadora em número de acessos no país e a Claro caiu para a 3ª posição, como mostra o gráfico na parte superior direita. Todas as prestadoras, com exceção da TIM, perderam parcelas de participação no mercado. Uma possível explicação para tal fato se deve aos tipos de planos de serviço oferecidos pela TIM.

No ano de 2011 destaca-se o crescimento nos acessos da GVT de 35,4%, porém esta evolução não causou alteração no ranking das prestadoras em função da sua pequena participação no mercado (8,3%). Na outra ponta se encontra a Sercomtel, que apresentou um crescimento de 5%, abaixo da média das demais empresas, indicando uma provável saturação do mercado na região que atua. Durante o ano, segmento regional da Net foi incorporado à NET (Grupo Embratel). Também houve a incorporação da WAY TV pelo grupo Oi.

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