Resumão Futurecom 2012

Considerada uma das feiras de telecomunicações mais importantes do mundo, a Futurecom 2012 levou ao Rio de Janeiro, de 9 a 11 de outubro, muitos debates interessantes e contatos de negócios para empresários de todo o mundo. Neste ramo, no entanto, quase tudo é feito para um mesmo objetivo: oferecer serviços melhores ao consumidor.

Uma das frases que mais se ouviu nos corredores e arredores da Futurecom era “Conseguiu entrar na internet?”. Logo no primeiro dia da feira vários participantes reclamaram do sinal do 3G e das redes Wi-Fi (eram tantas redes, com tanta interferência, que elas nunca ficavam estáveis). A rede da TIM chegou a ficar fora do ar. O problema se manteve no segundo dia. E como se não bastasse, até as redes 4G instaladas para o evento tinham os seus períodos sem sinal. Oficialmente ninguém assume que houve problemas (afinal, em uma feira como essa, ninguém quer falar mal dos possíveis parceiros). Mas ao menos no 3G sabe-se “não-oficialmente” que as operadoras não esperavam tanto volume de dados. Ou seja: saturou.

Ao menos entre os executivos. Em meio a tantos dispositivos, dentre alguns até ainda não homologados pela Anatel, pode-se notar claramente nos corredores e nas palestras que o BlackBerry continua sendo a plataforma “preferida” dos executivos de telecom. Ao menos quase todo mundo tinha um. Mas também havia muitos Galaxys e iPhones, inclusive os ainda raros, mas presentes, iPhones 5.
Era o menor estande dentre as operadoras, mas a Claro fez questão de focar todo o seu espaço para a degustação da nova rede LTE instalada para o evento. Havia modelos do Razr HD com 4G disponível para testes, onde se conseguiam velocidades entre 5 Mbps e 73 Mbps. Havia também notebooks com jogos para partidas online pela rede de alta velocidade.

Na palestra do CEO, a empresa mostrou o novo Claro Vídeo, um serviço semelhante ao Netflix, que será inaugurado junto com a conexão 4G até março do ano que vem.

A Vivo fez uma tímida degustação da rede 4G, mas foi a única que liberou o sinal para os participantes testarem à vontade pela feira. Com um modem LTE instalado no notebook, quem fosse para um lado do Rio Centro, era possível captar um sinal de 25 Mbps. Nos testes, a rede aguentou carregar e rodar 10 vídeos simultaneamente, alguns em 720p(HD)(e só foi isso porque o computador usado para testes estava lento com tanto processamento).

Por outro lado, no estande a operadora mostrou todos os seus produtos e serviços. Destaque para o Firefox OS, representado por dois protótipos da ZTE à disposição para testes. Já na palestra, a Vivo falou sobre a instalação da rede 4G e lançou o Vivo TV Fibra, seu serviço de TV por assinatura.

Tirando a parte dos serviços empresariais, dois serviços da Oi roubavam as atenções de quem passava por perto: o teste com a rede 4G, com uma antena instalada no próprio estande; e a “Ultra banda larga de Fibra da Oi”, de 100 e 200 megas, com dois notebooks à disposição. Do lado da antena, a rede bateu 18.200 Mbps.
A TIM não exibiu nem 4G, nem novos serviços aos consumidores. Ao contrário, colocou em destaque seus serviços empresariais, como a videoconferência, e pôs o novo iPad e o iPhone 4S na entrada do estande. Em volta havia também alguns outros aparelhos. Já na apresentação, o presidente da operadora pediu desculpas por não falar português e mostrou, em inglês, algumas estatísticas e modelos de negócios já conhecidos na empresa. Nada novo.

Uma das maiores patrocinadoras do evento, a chinesa Huawei montou um grande estande no centro do evento, onde mostrou tudo o que poderia mostrar. Foi possível ver até modelos de smartphones e tablets ineditos, bem como protótipos de modelos que, em breve, chegarão ao Brasil. Destaque para a versão LTE do Huawei Ascend P1, um dos celulares mais famosos da fabricante.

Apesar de não serem operadoras, a Qualcomm e a Alcatel-Lucent montaram redes 4G em seus estandes e fizeram demonstrações voltadas ao setor empresarial; como nas transmissões de vídeos em FullHD, em tempo real, para emissoras de TV. Destaque para a primeira delas, que também exibiu o potencial de seus processadores com smartphones e tablets (dentre eles o Ativ S, Windows Phone 8 da Samsung ainda não comercializado pelo mundo).

Impossível não notar: quase todos os estandes nas extremidades da feira eram ocupados por pequenas e desconhecidas empresas com materiais chineses. A oferta de conectores, cabos e antenas para as novas redes 4G eram grandes, mas houve até quem estivesse “vendendo celulares para os executivos interessados em testar”.

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