Oi levou 4G, mas tem que cobrir 60% do RS com 3G

A Oi terá que levar a frequência de 450 Mhz de telefonia celular a 60% do Rio Grande do Sul até 2014, aumentando bastante sua cobertura com sinal 3G no estado.
Quem afirma é o gerente regional da Anatel no estado, João Jacob Bettoni, que falou sobre a implantação 4G na região, em em seminário de telecomunicações na Fiergs.

A Oi ficou com o quarto lote da quarta geração, com largura de banda de 10Mhz. A compra vem com a obrigação de se reponsabilizar pela internet móvel rural nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal e Rio Grande do Sul.

Conforme Bettoni, a determinação está prevista nos termos das outorgas adquiridas pelas operadoras no leilão do 4G, em junho deste ano.

Para cumprir as determinações, este investimento deve aumentar nos próximos anos.

Segundo dados da Anatel, atualmente a Oi tem 3G em 58 municípios gaúchos, cobrindo 12% do território gaúcho.

De acordo com a Oi, o investimento total previsto para 2012 é de R$ 290 milhões, um aumento de 30% em relação ao valor investido em 2011.

Somente em setembro, a operadora ativou 20 sites de telefonia móvel 3G no estado, incluindo cidades como Eldorado do Sul (região Metropolitana), Teutônia (região do Vale do Taquari) e Veranópolis (região Serrana).

Além de comentar sobre os planos de expansão de 3G no estado, o gerente regional comentou sobre os rumos do sistema LTE – também conhecido como 4G – para o país e o estado.

Segundo o gerente, Porto Alegre deve receber o 4G até dezembro de 2013.

“Ainda é preciso resolver algumas questões quanto ao aumento de antenas, o que é essencial para o sucesso do 4G, mas este é o prazo que determinamos para a capital gaúcha”, destacou Bettoni.

A preocupação do executivo diz respeito à lei municipal que define uma distância mínima de 500 metros entre as antenas de telefonia, o que poderia ser um problema para o sinal 4G, que possui dados mais densos e necessita com uma proximidade maior, de cerca de 300 metros entre as unidades-base.

Segundo recomendação do governo federal, a mudança na lei deve sair até dezembro deste ano.

Para Bettoni, o compartilhamento das estações, previsto em um termo assinado pelas operadoras nesta semana, deve ajudar na transição.

“Para o 4G, será preciso dobrar o número de estações no país, com um alto investimento em tecnologia e equipamentos, o que pode ser facilitado com este compartilhamento”, frisou.

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