As teles são injustiçadas?

Para Valim, há setores piores que as teles.


Para o presidente da Oi, Francisco Valim, a decisão da Anatel de proibir a venda de novos chips pela operadora, além de TIM e Claro, em diversos locais do país em julho passado, foi baseada “somente em um número absoluto” no quesito reclamações de clientes, sem levar em conta o “universo de usuários”.

Em palestra na ADVB-RS, Valim explicou que, proporcionalmente, outros setores, como energia elétrica, bancário e de cartões de crédito têm mais volume de reclamações do que a Telecom, por atenderem a menos clientes.

Conforme o gestor, enquanto a Telecom passa dos 300 milhões de clientes no país, em energia elétrica, o número é cerca de seis vezes menor que isso. Nos serviços bancários, é quatro vezes menor e, em cartões de crédito, cinco vezes menor.

Dado corroborado, por exemplo, pelo Procon-SP, que em janeiro deste ano divulgou que o Itaú desbancou sozinho as teles no número de reclamações em Procons brasileiros em 2011: com 81,9 mil reclamações, a instituição ficou à frente de Oi (80,8 mil), Claro (70,1 mil) e TIM (27,1 mil).

“Comparando proporcionalmente, a telecom recebe menos reclamações”, destacou o presidente. “Na Oi, temos um índice de apenas 0,56 reclamações a cada 1 mil clientes, e em todos os requisitos técnicos, atedemos à Anatel: nosso índice de completamento de chamadas é de 98%, a Anatel pede 95%. Nós, temos 0,6% de quedas das chamadas, e a Anatel permite até 2%”, completou.

O presidente também reclamou do mercado gaúcho, onde, segundo ele, a Oi tem seus melhores índices de atendimento, mas também o maior número de reclamações.

Para Valim, um dos pontos cruciais no estado é a restrição ao aumento do número de antenas, principalmente em Porto Alegre, onde o regulamento sobre a distância entre as estações de rádio-base é restritivo até mesmo para a meta geral das Teles de dobrar o número de ERBs até a Copa de 2014, chegando às 100 mil previstas pelo SindiTelebrasil.

“Antena é obviamente o mais necessário: sem antena, sem celular. E em Porto Alegre se tem uma das restrições mais sérias a isso”, comentou o executivo.

Gaúcho, Valim aproveitou sua familiaridade com o estado para dar um tapa de luva no mercado.

“As pessoas do Rio Grande do Sul acham que o estado é o centro do mundo. Mas não é. E eu só posso falar isso porque também sou gaúcho, senão, já viu”, brincou o executivo, que é formado em Administração e especializado em Planejamento Estratégico e Organizações pela UFRGS.

Especialização em e Finanças pela FGV-SP e MBA da Marshall School of Business, University of Southern California, completam a formação.

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