Homem é preso por vender roteadores de TV e internet ilegalmente

Ele vendia os serviços por até R$ 399 em todo Brasil
A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Sorocaba prendeu, na manhã desta quinta-feira (28), um homem de 49 anos que vendia roteador de TV a cabo e internet por meio de um site de compras. O crime é de receptação, pois o produto não pode ser vendido separadamente, faz parte dos pacotes de assinatura das empresas de telecomunicações.

A operadora GVT rastreou o material, por meio do setor de inteligência, e descobriu a venda irregular. A denúncia foi feita à Polícia Civil e as investigações começaram há mais de um mês.

Para flagrar o acusado, foi feita uma compra por meio do site Mercado Livre. A partir daí, a polícia descobriu o endereço do acusado, que mora na rua Santa Rosália, Além Linha. 

Às 9h desta quinta-feira (28), a equipe da DIG chegou ao local com o mandado de busca e apreensão. Ao entrarem à residência, encontraram mais de 800 roteadores das marcas GVT e Vivo. Diversos produtos já estavam embalados para serem entregues via Correios. Os compradores são de todo o Brasil. Em algumas embalagens constavam endereços de Mato Grosso.

O acusado alegou à polícia que comprou a mercadoria de assinantes das companhias de telecomunicações. “Continuaremos investigando qual é a origem dos produtos, se houve desvio e quem mais está envolvido nisto”, diz o delegado da DIG, Acácio Aparecido Leite.

O homem, que não teve a identidade revelada para não prejudicar a sequência das investigações, é réu primário e foi indiciado por receptação dolosa. A infração cabe fiança no valor de um salário mínimo, R$ 622, e a pena pode variar entre três e oito anos. 

Os roteadores foram levados à DIG em três viaturas da polícia. A mercadoria deve ser devolvida às empresas que sofreram o golpe.

A polícia orienta que quem compra produto de forma irregular também está praticando crime de receptação. Neste caso, além da primeira infração, está sendo cometido ainda o furto de sinal, conhecido popularmente como “gato”, podendo gerar multa ou prisão de um a quatro anos, conforme o Código Penal.

O delegado Acácio avisa que as companhias de telecomunicações têm acesso aos sinais, que são transmitidos e recebidos, além dos roteadores que são rastreados.

Como funcionava o esquema

A pessoa assina o pacote mais barato da companhia. Por fora, compra um roteador mais potente do aquele oferecido e usufrui do sinal. No site de compras existem mais de quatro mil roteadores à venda em todo o país. A loja virtual não é responsável pelos produtos à venda. A responsabilidade é do vendedor e comprador.

Para descobrir se estão usando sua internet, entre no menu de configuração do roteador, clique na opção “painel de controle”, depois “minha rede” e “Tabela de IP’s ativos”. Se além do seu equipamento, aparecer mais um conectado significa que estão utilizando seu sinal.

Ao todo 800 roteadores foram apreendidos. As mercadorias são das marcas GVT e Vivo. Cada produto era vendido de R$ 59 a R$ 399, dependendo da tecnologia oferecida. Cada roteador foi fabricado há cerca de seis meses. O produto HG Modem, o mais caro, foi o último a ser lançado pela GVT e é único no Brasil.

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