“Se pusermos muitos recursos no 4G, faltará para outros projetos”, diz presidente da Vivo



O presidente da Telefônica/Vivo, Antônio Carlos Valente, declarou nesta quinta-feira, 12, quando perguntado sobre o leilão das frequências de 2,5 GHz que serão usadas para a quarta geração de telefonia móvel, que não vê possibilidade de a operadora não seguir a tendência de evolução tecnológica (para o 4G) e ressaltou: “Somos uma empresa líder com mais de 90 milhões de clientes e vamos tomar as decisões estratégicas que tragam valor para o negócio e para manter essa posição de liderança”.


Valente não quis ser mais específico sobre a participação da tele no leilão, até porque ainda não se sabe do formato final do edital, mas foi categórico com relação aos investimentos. “Estamos mantendo a previsão de investirmos R$ 24,3 bilhões entre 2011 e 2014 que prometemos à presidente Dilma. Esse montante será alcançado e quem sabe ultrapassado. A questão é saber o investimento que esse projeto [4G] vai exigir. Se pusermos muitos recursos nesse projeto, vai faltar para outros”, alerta.

Para o executivo, a faixa de 2,5 GHz é boa para cobertura de áreas de grande demanda, mas não é ideal para garantir cobertura extensa e indoor. “Faixas mais baixas, como a de 700 MHz são mais propícias para cobertura de grandes áreas e se propagam melhor em ambientes indoor”, diz Valente, acrescentando que acredita que eventualmente, no futuro, o Brasil vai acabar por destinar a faixa de 700 MHz, atribuída até 2016 para a transmissão analógica de TV.

Pelos cálculos do executivo, uma rede em 2,5 GHz exigiria três vezes mais sites do que uma rede em 700 MHz.

O presidente da Telefônica/Vivo lembra que a disponibilidade de terminais 4G na frequência de 2,5 GHz ainda é um problema. “Já há redes LTE em operação nos Estados Unidos, o que dá alguma escala, mas a faixa adotada lá é a de 700 MHz. Ainda que exista um grande projeto no mercado europeu na Alemanha em 2,5 GHz, do qual a Telefónica está participando ativamente, não há escala e os terminais que chegarem aqui terão um valor muito mais elevado”, lembra.

Para ele, o mercado brasileiro ainda representa uma boa oportunidade de crescimento em 3G. “Não temos dúvidas de que a direção é o 4G, mas estamos preparados para atender à demanda por dados com nossa rede HSPA+ enquanto não há grande oferta de terminais e a rede de 4G não tenha cobertura abrangente”.

Esta semana, durante o seminário Convergetec, o diretor de planejamento tecnológico da Vivo, Leonardo Capdeville, apontou que hoje haveria apenas três terminais 4G disponíveis no mercado mundial para serem utilizados no Brasil. Além de precisarem estar na frequência adotada pelo Brasil (2,5 GHz), os terminais precisam fazer o fall back nas frequências de 3G e 2G que o Brasil usa. Fall back é quando o aparelho sai da rede 4G e entra em outras redes, seja por perda de sinal LTE ou para fazer ligações de voz (que ainda não são suportadas nas redes 4G).

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