Teles cobram uma política para o 4G no Brasil





As teles móveis começam a posicionar-se com relação ao desembarque do 4G no Brasil, diante das cobranças e do posicionamento do governo Dilma sobre o uso do LTE nas cidades sede da Copa do Mundo de 2014. Os presidentes da TIM Brasil, Luca Luciani, e da Oi, Francisco Valim, afirmam que o fatiamento do espectro – com os leilões diferenciados de 3,5 GHz, 2,5 GHz e depois os 700 MHz – não é a melhor estratégia a ser adotada para o Brasil. Dividendo digital oriundo da TV digital volta à mesa no Futurecom 2011.


“O LTE só agrega complexidade ao negócio. Ele é para poucos e não sei se é a solução para a universalização da banda larga móvel que precisamos no país”, afirmou o presidente da TIM Brasil, Luca Luciani. Para o executivo, precipitar um leilão de frequência – como é o caso do 2,5 GHz para o LTE, como quer o governo Dilma para garantir o serviço 4G na Copa do Mundo – pode não ser a melhor estratégia.
“Acredito que precisamos ter mais Wi-fi para ampliar a cobertura, massificar o serviço. Queremos espectro. Teremos o 4G, mas precisamos ter políticas mais definidas para o país”, afirma Luciani. O presidente da Oi, Francisco Valim, por sua vez, cobra uma regra mais transparente por parte do governo – leia-se Anatel, que é responsável pela elaboração das regras – para a chegada do 4G ao país.


“Fatiar não é o melhor modelo para que possamos ter um plano estratégico. Sabemos que o 700 MHz é para daqui a cinco anos (o switch off da TV digital está programado para 2016), mas precisamos saber desde já se teremos a faixa ou não. Assim há uma programação dos investimentos”, completa.


O pleito das teles, no entanto, não encontra eco junto a Anatel. Indagado sobre a possibilidade de retardar o leilão do 4G – previsto para abril de 2012 em função do decreto do Plano Geral de Metas da Universalização – é praticamente inviável, diz João Rezende, superintendente da Anatel.


Ele admite que as teles querem antecipar o debate sobre 700 MHz, mas diz que, antes, é preciso equacionar o 2,5GHz. “Precisamos ter LTE na Copa das Confederações, pelo menos, para testes efetivos”, completa.

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