Menos impostos, mais investimentos

A economia é feita de expectativas, e quando o governo acena com redução de impostos, as  expectativas não poderiam ser melhores para os empresários. É o empurrão que falta para tirar dinheiro do caixa e investir em novos projetos. Que o diga o setor de telecomunicações. O anúncio oficial, na segunda, 12, feito pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, de que o governo isentaria da cobrança de PIS e Cofins os investimentos em equipamentos de infraestrutura de rede, foi música para os ouvidos dos executivos do setor. “É uma iniciativa muito bem-vinda, pois na medida em que os custos diminuem, com a desoneração, há um incentivo maior para novos projetos”, diz Francisco Valim, presidente da operadora Oi, que tem programados investimentos de R$ 5 bilhões para este ano. A isenção anunciada, explica Valim, terá impacto sobre a estrutura de custos o que, “naturalmente vai promover novos investimentos”, afirma.A bondade do governo, que deve diminuir em 10% o custo dos equipamentos, tem o objetivo de comprometer as empresas do setor a ampliar a rede de serviços, e estender principalmente a oferta de banda larga para todo o País, garantindo a infraestrutura adequada para os novos desafios econômicos. As empresas se comprometeram a investir R$ 70 bilhões até 2014, desde que houvesse uma contrapartida em forma de desconto sobre a cobrança de tributos. Ao dar isenção dos dois impostos, a União deixa de recolher R$ 4 bilhões. Abre mão de recursos agora, entretanto, para garantir um caixa futuro com a movimentação de toda a cadeia. A diretora de relações institucionais da Telefônica-Vivo, Leila Loria, lembra que a multinacional espanhola fechou o anúncio de investir R$ 24 bilhões no Brasil até 2014 com base no compromisso de diminuir tributos que o governo assumiu durante a discussão do Plano Nacional de Banda Larga, com representantes do setor. “A redução nos custos faz as companhias refazerem seus planos de negócios e, sem dúvida, deve acelerar os investimentos”, afirma Leila. 

Ela lembra que, desde 1998, quando o sistema Telebrás foi privatizado, é a primeira vez que o segmento tem um desconto dessa natureza. No cômputo geral, as telecomunicações são tributadas em cerca de 40% do faturamento, o que gera discussões intermináveis entre operadoras e governo, devido ao caráter de serviço essencial que o setor assumiu na economia. “Eis por que qualquer notícia de redução de imposto é bem-vinda sempre”, diz Lourenço Coelho, vice-presidente de marketing da Ericsson, fornecedora de equipamentos de rede. O benefício com a ampliação da rede de banda larga, que hoje atende cerca de 20 milhões de brasileiros, se traduz também na geração de empregos. “Para cada um milhão de pessoas conectadas em banda larga, o setor gera 80 empregos”, diz. “Se metade do Brasil for usuário de banda larga, ou cerca de 100 milhões de pessoas, podemos gerar mais de 6 milhões de postos de trabalho.”


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