quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Terra traz serviço de streaming de músicas Napster para o Brasil

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Antes odiado pelas gravadoras, o serviço de músicas Napster é hoje um parceiro relevante para essas companhias e vai desembarcar de vez no Brasil a partir de 1º de novembro. A chegada acontecerá por meio de um acordo com o portal Terra, do grupo espanhol Telefónica/Vivo.

O acordo é semelhante ao feito entre a Oi e o serviço americano Rdio para lançamento do Oi Rdio. A diferença é que o negócio com o Terra prevê que o Napster substituirá o serviço de música por assinatura Sonora, que funciona há 6 anos nos países onde o Terra tem operações, inclusive no nosso. 

De acordo com Paulo Castro, presidente global do Terra, o acordo com o Napster foi resultado de uma revisão da estratégia para o Sonora. "O negocio do Terra não é investir em contratos com artistas e infraestrutura para música. E o mercado de assinatura de música é global, tem 3 ou 4 empresas que têm condições de competir pra valer" disse o executivo durante evento em São Paulo nesta quarta-feira (16). 

A estimativa é que, com o acordo, o número de assinantes cresça 30% nos primeiros 12 meses. No último número divulgado, em meados do ano passado, o Sonora tinha 500 mil assinantes. 

Até fevereiro a parceria chegará aos outros quatro países onde o Sonora funciona atualmente (Argentina, Colômbia, Chile e México). Ao fechar com o Napster, o Terra mais que dobra o acervo de músicas que oferece. O número, que hoje é de cerca de 4,5 milhões de faixas sobe para 10 milhões. Até o fim do ano a expectativa é ter 18 milhões. Globalmente o Napster oferece 22 milhões de faixas. 

De acordo com Tiago Ramazzini, ex-Terra que assumiu o comando do Napster para o Brasil e a América Latina, o número no Brasil não passará de cerca de 20 milhões por conta de contratos de licenciamento. Desde 2011, o Napster pertence à americana Rhapsody, que entrou no mercado de transmissão de música pela internet em 2001. 

Segundo Castro, as negociações para trazer o Napster ao Brasil começaram em novembro do ano passado para os países onde o Terra atua, mas evoluíram para um projeto maior. A Telefónica Digital, braço da operadora para a área de internet, acabou comprando uma participação na americana Rhapsody, atual dona do Napster. A ideia é lançar outras iniciativas na área de música para as empresas do grupo. Segundo Ramazzini, também há planos de fazer outras parcerias alem do Terra na região.


Se você ainda não conhece esse tipo de serviço, a gente explica: As músicas por streaming não são baixadas no computador. Basta ter conexão com a internet e dar play para ouvir. A maioria das empresas opera no esquema Fremium. Há versões gratuitas, mas limitadas ou com publicidades. Para ter acesso completo aos acervos de até 25 milhões de faixas paga-se um valor mensal entre R$ 7 e R$ 20.

Confira quem são os principais concorrentes na briga pelos ouvidos dos brasileiros:

Napster: A partir do dia 1º de novembro o Napster vai oferecer acesso ilimitado a um catálogo com mais de 10 milhões de músicas, que poderão ser ouvidas em smartphones, tablets ou PCs. O Napster substituirá a marca Sonora. Além disso, será possível salvar as músicas nos dispositivos e ouvi-las offline, quando não houver conexão de internet.

Deezer: No Brasil desde o início deste ano, o francês Deezer tem como grande diferencial ter material exclusivo com curadoria de editores humanos, além das sugestões automáticas. Conta com mais de 20 milhões de música e com ele é possível ouvir as canções offline. Com a chegada no Napster, o Deezer fez uma promoção e passou a oferecer seu serviço pela metade do preço.

Rdio: O americano Rdio uma parceria com a operadora Oi no fim do ano passado. O ponto forte do serviço é o design. É o que mais estimula a interação com amigos e o que conta com melhor conexão com as redes sociais.

Grooveshark: Cabe agora ao americano Grooveshark o título de rebelde da música. A empresa se autointitula “o YouTube da música” por deixar que os usuários subam livremente as músicas que queiram. O Grooveshark promete dar parte dos lucros às gravadoras, que por sua vez não gostam da maneira como o site opera. Por contar com o apoio dos usuários, é o mais “bagunçado” - há álbuns que não estão com todas as faixas, por exemplo. Por outro lado, conta com músicas raras e difíceis de serem encontradas em outro lugar.

Spotify: Só é acessível no Brasil por meio de gambiarras. A empresa, que é líder no segmento nos EUA, ainda não se pronunciou oficialmente sobre a data em que pretende iniciar sua operação no País, mas já há profissionais contratados em São Paulo.

IdeiasMusik: O serviço da Claro já está disponível em nosso país, e veio para não ficar atrás do Oi Rdio e do TIM Music. A vantagem é que você pode pagar a mensalidade dos planos de streaming diretamente do seu saldo Claro Pré ou da sua conta, no caso dos planos Claro Pós.

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