quinta-feira, 16 de maio de 2013

Licenciamentos dificultam implantação do 4G em Natal, diz TIM

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O presidente da TIM, Rodrigo Abreu, confirmou que o serviço de internet 4G será instalado em Natal até dezembro, conforme prazo estabelecido para as cidades-sede da Copa do Mundo de Futebol que não farão parte da Copa das Confederações.

Contudo, ele considera que Natal, assim como outras cidades do RN, apresenta dificuldades do ponto de vista do licenciamento ambiental junto ao Município, gerando dificuldade de expansão de infraestrutura para o aumento da cobertura. 

As declarações foram dadas durante coletiva à imprensa realizada em Brasília, para divulgação do projeto Portas Abertas, que visa dar transparência sobre as ações da empresa para o consumidor, através de um site.

Durante o evento, Abreu admitiu que a qualidade dos serviços da companhia caiu e acrescentou que o site tem o objetivo de mostrar os investimentos, a cobertura oferecida e até incidentes que afetem os serviços.

Com relação às dificuldades no licenciamento ambiental, ele disse que Natal não é a única cidade a ter problemas e que esse impacto afeta não só a instalação para os serviços 4G, mas também outras estruturas de antena no país. “O Brasil precisa avançar em relação à regulamentação da legislação de antenas. No passado essa era uma preocupação muito pertinente, com questões ligadas à saúde e ao próprio impacto urbanístico, mas com a evolução da tecnologia, ficou comprovado que o nível de risco à saúde é desprezível”, disse.

Abreu destacou que houve avanços em relação à integração das antenas à paisagem urbana, incluindo a aplicação do compartilhamento destes equipamentos para vários provedores.

“Em alguns casos, vemos que talvez a legislação ambiental seja a grande dificuldade de expansão de infraestrutura nas grandes cidades na questão de aumentar a cobertura. Esperamos que haja uma harmonização da legislação para implantação de infraestrutura de antenas por todo o país. Hoje ela é muito díspar. Tem cidades onde é praticamente impossível instalar uma antena”, afirmou.

O vice-presidente da TIM, Márcio Girasole, explicou que os problemas que afetaram o RN e acarretaram no impedimento das vendas da companhia no Estado em 2011 estavam relacionados com questões de transmissão.

“São as linhas que conectam a antena à central da rede, para gerar capacidade de serviço. Entre 2010 e 2011, era mais fácil alugar as redes de provedores que já estão implantados do que construir novas redes. O atraso na entrega dessas linhas gerava congestionamento na transmissão. Tinha o sinal, mas havia um gargalo para transportar esse tráfego na rede”, comentou.

Girasole acrescenta que os investimentos da empresa no Estado em 2011 e 2012 foram, a cada ano, de cerca de R$ 30 milhões. “Em 2013 teremos um crescimento para 40 milhões, patamar que deve se manter no plano trienal”, disse.

Até março, a TIM registrou 1,51 milhão de usuários ativos no RN, sendo líder do setor, com 34,46% do mercado de telefonia móvel potiguar. Entre março de 2012 e março de 2013 a operadora ganhou cerca de 114 mil novos clientes, segundo a Anatel.