terça-feira, 14 de maio de 2013

Algar Telecom comemora 1 ano de reformulação do programa de canais

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Ganhar espaço do corporativo em um mercado onde a dominação é de companhias com marcas já consolidadas não é trabalho fácil. E foi exatamente por este motivo que a Algar Telecom reformulou, há um ano, seu programa de canais. Como resultado, a proporção do faturamento vindo do ecossistema de parceiros saltou de oscilantes 3%a 5% para um estável 20%.

Diretor da área de empresas da Algar Telecom, Márcio Stefan, informou que a rede conta com cerca de 30 parceiros. “Há quatro anos já tínhamos um modelo de canais, mas ano passado decidimos ser mais seletivos, com foco em qualidade em vez de quantidade”, comentou.

A empresa hoje fatura R$ 1,7 bilhão, sendo que cerca de 30% do montante vem do segmento corporativo, enquanto que 70% estão concentrados em varejo, basicamente na região de Uberlândia e adjacências, onde existe autorização da Agência Nacional de Telecomunicações para operar sinal de telefonia móvel.

Dentro do corporativo, a companhia possui oferta de DDR, MPLS, circuito de ponto a ponto e etc. No Sudeste, portanto, não é possível agregar serviços de mobilidade. Uma das possibilidades para entrar com a oferta total, mas que ainda não se configura em um projeto, seria utilizar o sistema de frequências compartilhadas do MVNO. “Investir em uma rede própria está fora de cogitação”, comentou.

Metade dos parceiros da Algar Telecom está em São Paulo e o restante fica espalhado por Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, Campinas e Ribeirão Preto. Em sua sede, Uberlândia, o nome Algar é extremamente conhecido, representando um dos maiores grupos empresariais do triângulo mineiro. Além da área de telecom, que começou com a CTBC, a empresa possui iniciativas dentro de TI e conta, inclusive, com a Universidade Algar, que forma profissionais na região.

“Tomamos cuidado com parceiros porque não vendemos produtos, mas vendemos valores da empresa”, contou Estefan. Cerca de 50% da receita do corporativo vem de São Paulo, mas a companhia possui canais em outras capitais, como Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Goiânia. Há, ainda, atuação em cidades como Barueri, Campinas e Ribeirão Preto. Para atender de forma aproximada seus parceiros, são seis gerentes regionais, responsáveis por recrutar e gerir parceiros de negócios. “Temos o número de parceiro que julgamos adequado. Se o canal quer somente volume, não é um canal meu”, finalizou.